Polícia Civil investiga duas agressões contra cão comunitário em Caxias do Sul
Spike foi atingido por madeira com pregos e depois alvo de pedradas em intervalo de três dias; animal se recupera em hospital da UCS
07/04/2026 às 06:20por Redação Plox
07/04/2026 às 06:20
— por Redação Plox
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Enquanto a Polícia Civil investiga, a equipe veterinária da Universidade de Caxias do Sul (UCS) trata Spike, um cão comunitário que foi agredido duas vezes em um intervalo de três dias no município da Serra Gaúcha. Após o caso de maus-tratos, moradores da comunidade onde ele vivia pedem o retorno do animal.
Os ataques ocorreram em episódios distintos na última semana. Na noite de quarta-feira (1º), Spike foi agredido com um pedaço de madeira com pregos. Três dias depois, no sábado (4), voltou a ser alvo de violência, ao ser atingido por pedras que teriam sido arremessadas por três adolescentes. Até o momento, não há confirmação de ligação entre os dois casos.
Cão comunitário Spike foi agredido com pedaço de madeira com pregos
Foto: Prefeitura de Caxias do Sul / Divulgação
Comunidade pede retorno e prefeitura avalia destino do cão
De acordo com a prefeitura de Caxias do Sul, moradores de uma rua sem saída no bairro Rio Branco, onde Spike permanecia, solicitam que o cão comunitário volte ao local. O Departamento de Proteção Animal (DPA) informou que ainda irá analisar a situação assim que o animal receber alta. A intenção é encontrar um morador que possa adotá-lo, para que ele não volte a viver na rua.
Quando nós transformamos um cachorro da comunidade em comunitário, a gente coloca uma casinha com a placa identificando que ele é um cão comunitário, que ele não pode ser retirado do local. Uma pessoa da comunidade fica responsável por aquele cachorro ou gato
Elisa Zanolla
Tratamento na UCS inclui vacinação e microchip
Animais vítimas de maus-tratos no município são encaminhados ao hospital da UCS por meio de um convênio com a prefeitura. Com o caso, Spike também passará a ter cadastro junto ao DPA. Segundo o departamento, ele está em tratamento, receberá as vacinas necessárias e foi colocado um microchip para monitoramento.
Apesar dos ferimentos, Spike não corre risco de vida. Antes de ser atingido por pedradas, ele já havia sido agredido com um pedaço de madeira com pregos. Conforme o DPA, a violência teria sido tão intensa que a madeira chegou a se partir.
De acordo com a equipe veterinária que atendeu o animal, a recuperação é positiva, com boa evolução clínica. Ele ainda não recebeu alta, mas está estável.
Polícia Civil apura agressões e busca imagens e testemunhas
A Polícia Civil segue investigando o caso. Segundo o delegado Edinei Albarello, a polícia obteve imagens de um possível suspeito da primeira agressão, embora a hipótese ainda não tenha sido confirmada.
Na segunda-feira (6), agentes foram a campo para identificar imagens e localizar testemunhas que possam ter visto ou ouvido o momento da agressão.