Petróleo abre em alta e ronda US$ 110 com ultimato de Trump ao Irã sobre Ormuz
Mercado acompanha prazo para acordo que envolve reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio
07/04/2026 às 08:58por Redação Plox
07/04/2026 às 08:58
— por Redação Plox
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Os preços do petróleo operam nesta terça-feira (7) próximos de US$ 110 por barril, com o mercado acompanhando o prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo que envolva a reabertura do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Analistas dizem que nenhum cenário pode reestabelecer, no curto prazo, a antiga ordem de preços do petróleo
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Prazo de Trump e risco no Estreito de Ormuz elevam a atenção do mercado
O movimento ocorre após uma sessão de forte volatilidade na segunda-feira (6), quando investidores reagiram a sinais contraditórios sobre negociações e ao risco de novas interrupções no transporte marítimo na região do Golfo. Na ocasião, o mercado manteve o foco no Estreito de Ormuz, considerado um dos principais gargalos do comércio global de energia.
Tensões no Oriente Médio seguem pressionando as cotações
Segundo a Agência Brasil, a escalada recente no Oriente Médio tem pressionado as cotações desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, em um ambiente de incerteza sobre oferta e logística de exportação. A reportagem destaca que o Estreito de Ormuz é uma rota estratégica e que a tensão na região tem provocado distorções na cadeia do petróleo e alta de preços no mercado global.
Na segunda-feira (6), o petróleo voltou a ganhar força com a deterioração das expectativas de cessar-fogo, após novas ameaças de Trump ao Irã, o que elevou a percepção de risco de escalada e de impactos sobre infraestrutura e abastecimento.
Oscilação do petróleo pode afetar custos e expectativas de inflação
O cenário é acompanhado de perto por agentes financeiros e por setores que dependem de combustíveis, já que oscilações do petróleo no exterior costumam influenciar custos de importação e expectativas de inflação, com reflexos também sobre empresas do setor de energia listadas na Bolsa.