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    UFV: professor suspeito de desviar R$ 4,5 milhões da universidade é preso

    Após o Ministério Público Federal (MPF) denunciar o docente por 34 ocorrências pelo crime de peculato, ele foi preso preventivamente pela Justiça Federal

    Por Plox

    07/05/2019 15h44 - Atualizado há cerca de 3 anos

    Um professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata, foi preso sob suspeita de criar uma empresa de fachada e receber mais de R$ 4,5 milhões. Os serviços, na verdade, eram prestados pelo Laboratório de Celulose e Papel da instituição federal. 

    Após o Ministério Público Federal (MPF) denunciar o docente por 34 ocorrências pelo crime de peculato, ele foi preso preventivamente pela Justiça Federal. 

    (Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

    O acusado comandou o Laboratório de Celulose e Papel (LCP), ligado ao Departamento de Engenharia Florestal da UFV. Segundo a denúncia, dentro dessa função pública, o montante teria sido desviado de 2009 a 2014, no período de seis anos. O MPF acredita ainda que o rombo pode ser maior, visto que seu patrimônio pessoal cresceu 300% entre os anos de 2007 e 2017, salientando que a evolução patrimonial dos seus filhos, supostamente usados como "laranjas", também cresceu e somariam mais de R$10 milhões.

    Contudo, de acordo com o MPF, o crime acabou sendo evidenciado após os inúmeros contratos firmados pelo professor com empresas privadas que utilizaram não só a estrutura e os equipamentos da instituição, mas também estudantes e servidores da UFV. "Ao colocar funcionários da universidade para trabalharem em regime de jornada extraordinária para o seu enriquecimento pessoal, gerando um prejuízo ainda maior à universidade, resultante do pagamento de adicionais de horas extras", o MPF ressaltou a ousadia do acusado como "impressionante".

    A maior parte das empresas ouvidas durante a investigação relataram que procuraram o LCP por acreditarem que contratavam essa instituição, mas, quando o serviço era prestado, o professor alegava que o pagamento deveria ser feito à empresa de sua propriedade. Ainda durante a investigação, foram encontrados pagamentos oriundos de 32 empresas e duas pessoas físicas por serviços do laboratório, além de R$ 784 mil em pagamentos não identificados.

    O Juízo Federal de Viçosa decretou a prisão preventiva do professor e o bloqueio seus de bens no valor de R$ 11.312.470,00, em busca de garantir o pagamento da pena de multa e ressarcir os valores desviados da universidade. Acusado de 34 peculatos, a pena mínima pode ser de 64 anos. Caso condenado, o MPF pediu que seja decretado a parda do cargo público de professor.

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