O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou que participará do ato público a favor da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A manifestação está marcada para esta quarta-feira (7), em Brasília, com concentração prevista para as 16h, nas proximidades da Funarte, ao lado da Torre de TV.
Foto: Youtube Em vídeo gravado na manhã do mesmo dia, Bolsonaro afirmou que pretende acompanhar o início da caminhada, descrevendo-a como pacífica e com objetivo humanitário. O evento é organizado por apoiadores do ex-presidente que defendem o perdão aos condenados por envolvimento na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
“Às 16h, na Torre de TV, concentração para uma caminhada pacífica pela anistia humanitária”, disse Bolsonaro na gravação.
A manifestação deve seguir pelo Eixo Monumental, com ocupação de duas faixas da via até a Esplanada dos Ministérios. Uma terceira faixa será reservada para garantir a segurança do evento, segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que também afirmou que reforçará o efetivo na região.
O percurso dos manifestantes se estenderá até a Avenida José Sarney, nas proximidades do Congresso Nacional. Toda a área está cercada por grades para evitar aproximações não autorizadas.
O ato ocorre em meio à tramitação de um projeto de lei que propõe a anistia dos envolvidos nos atos de janeiro de 2023. A proposta enfrenta resistência no Congresso e alternativas que não incluem todos os acusados têm sido debatidas, o que tem causado descontentamento entre os apoiadores do ex-presidente.
Bolsonaro teve alta hospitalar recentemente, após 22 dias internado por complicações relacionadas a uma cirurgia no intestino. Apesar do estado de saúde ainda demandar cuidados, ele confirmou que estará presente na concentração do ato.
A presença de Bolsonaro simboliza um esforço de mobilização em torno da aprovação da anistia, tema que divide o Congresso e agita o cenário político nacional
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O ex-presidente, assim como alguns de seus aliados, é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de suposta articulação golpista para se manter no poder após as eleições presidenciais de 2022.