Manter 20 a 32 dentes naturais na velhice é associado a mais de cinco anos extras de vida independente, aponta estudo

Pesquisa com mais de 3 mil adultos acima de 60 anos relaciona a preservação da dentição natural a melhor qualidade de vida e menos limitações em atividades diárias; próteses ajudam, mas o melhor resultado aparece com dentes naturais.

07/05/2026 às 07:51 por Redação Plox

Um estudo do Centro Odontológico Nacional de Singapura e da Duke-NUS Medical School indica que conservar os dentes naturais pode ajudar a manter a independência por mais tempo. Publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, a pesquisa acompanhou mais de 3 mil adultos com mais de 60 anos e identificou uma associação entre a retenção dentária e a qualidade de vida.


Imagem ilustrativa.

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Foto: Freepik.


Mais dentes, mais anos de autonomia

De acordo com o levantamento, idosos que mantiveram de 20 a 32 dentes naturais viveram significativamente mais tempo sem limitações em atividades do dia a dia, como tomar banho, vestir-se ou caminhar. Aos 60 anos, isso representou mais de cinco anos adicionais de vida independente.

O benefício diminui gradualmente com o avanço da idade, mas segue relevante nas décadas dos 70 e 80 anos, segundo os dados acompanhados pelos pesquisadores.

Saúde bucal e envelhecimento

Os autores relataram que a saúde bucal tem um papel amplo no envelhecimento, com impactos sobre a função física, a independência e outros indicadores de saúde e bem-estar. Embora as próteses dentárias ajudem a compensar os efeitos da perda de dentes, os resultados mais expressivos foram observados entre aqueles que conseguiram preservar a dentição natural.

Variedade de exercícios também entra na conta

Um outro trabalho, publicado no BMJ Medicine, aponta que, quando o tema é exercício e longevidade, a variedade pode ser tão importante quanto o volume. Os pesquisadores analisaram dados de mais de 110 mil participantes em dois estudos de longa duração: o Nurses' Health Study (1986-2018) e o Health Professionals Follow-Up Study (1986-2020).

Os dados indicam que pessoas com uma gama mais ampla de atividades físicas — incluindo caminhada, musculação, esportes de raquete e jardinagem — apresentaram menor risco de morte. Entre os que tinham maior diversidade na rotina, o risco de mortalidade por todas as causas foi 19% menor, mesmo após considerar o volume total de exercícios.

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