Presidente da Usiminas fala sobre necessidade de política antidumping
Plano foi apresentado pelo presidente Marcelo Chara em meio a alerta sobre pressão competitiva do aço chinês e necessidade de reforçar a competitividade da operação no Brasil.
Uma frente fria avança pelo Sul do Brasil nesta quinta-feira (7) e deve provocar uma mudança significativa no tempo no Rio Grande do Sul. A previsão indica pancadas fortes de chuva, trovoadas, queda de granizo e rajadas intensas de vento em diferentes regiões do estado.
Rajadas de vento podem passar dos 90 km/h em áreas do estado gaúcho. Norte e Nordeste seguem com pancadas fortes, e a umidade do ar fica baixa em parte do Sudeste e Centro-Oeste.
Foto: Prefeitura de Porto Alegre/Divulgação
O sistema meteorológico se organiza a partir da combinação entre uma área de baixa pressão e um ciclone extratropical na costa argentina, que se desloca ao longo do dia em direção ao território gaúcho.
Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica, associados a tempo adverso em grande escala, e costumam se formar em latitudes médias. Eles surgem do contraste de temperaturas entre massas de ar quente e fria.
Esse sistema deve se formar entre a madrugada e a tarde desta sexta-feira, com características ciclônicas no oceano
César Soares, meteorologista da Climatempo
O meteorologista acrescenta que a formação ocorre no mar e não passa pelo estado de São Paulo. Segundo ele, o que atua sobre o continente é a frente fria associada, que favorece chuva persistente ao longo do dia.
Logo pela manhã, a chuva já aparece de forma moderada a forte no litoral sul, no extremo sudoeste e em parte da Campanha gaúcha. Com o passar das horas, as instabilidades avançam pelo oeste, noroeste, região central, Missões e Pampas, ganhando força principalmente entre o fim da tarde e a noite.
O sudoeste, os Pampas e parte da Campanha entram em situação de perigo, com risco de acumulados elevados em pouco tempo.
As rajadas de vento devem variar entre 40 e 50 km/h na maior parte do Sul. Elas podem chegar a 70 km/h em pontos de Santa Catarina e do Paraná e ultrapassar os 90 km/h no Rio Grande do Sul e no oeste catarinense. O mar tende a ficar agitado à noite no litoral gaúcho e no sul de Santa Catarina.
As temperaturas começam a cair no extremo sul e no sudoeste do Rio Grande do Sul, mas seguem altas nas demais áreas devido ao ar quente que antecede a frente.
No Sudeste, a circulação de ventos vindos do oceano favorece chuvas fracas e isoladas no litoral e no norte do Espírito Santo, no nordeste e leste de Minas Gerais e no litoral norte fluminense desde cedo.
Ao longo do dia, a chuva pode ganhar força em parte da Zona da Mata mineira, no oeste e sul de Minas e no interior do Rio de Janeiro, com volumes moderados em alguns pontos. A tendência, porém, é de redução das pancadas entre o fim da tarde e o começo da noite. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens e as temperaturas sobem à tarde.
A umidade relativa do ar permanece baixa no centro-norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro, com índices abaixo dos 30%. As rajadas de vento podem ficar entre 40 e 50 km/h em pontos paulistas, no interior fluminense e em áreas mineiras.
No Centro-Oeste, o tempo firme predomina devido à atuação de uma massa de ar seco. Ainda assim, há previsão de chuva moderada a forte no extremo norte e noroeste do Mato Grosso ao longo do dia.
As temperaturas seguem elevadas à tarde, e a umidade do ar continua baixa em Mato Grosso do Sul, Goiás e em grande parte de Mato Grosso, com valores abaixo de 30%.
Entre a noite e a madrugada de sexta-feira (8), a aproximação da frente fria deve provocar pancadas moderadas a fortes no sul e sudoeste sul-mato-grossense, com trovoadas. As rajadas de vento podem ficar entre 40 e 50 km/h em áreas do Mato Grosso do Sul, no sul e sudoeste mato-grossense e na faixa sul de Goiás.
No Nordeste, a combinação entre ventos do oceano e os Distúrbios Ondulatórios de Leste mantém pancadas moderadas a fortes no litoral entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também favorece instabilidades no litoral norte. Ao longo do dia, a chuva aumenta na faixa litorânea leste, na metade norte do Maranhão, no norte do Piauí e no Ceará.
Há risco de temporais no noroeste e litoral maranhense, no litoral cearense, na faixa entre Rio Grande do Norte e Paraíba e no trecho entre Salvador e Porto Seguro.
Em Alagoas e Sergipe, a chuva aparece de forma mais fraca, e o interior baiano pode registrar pancadas moderadas. Nas demais áreas, o tempo segue firme, com calor predominando e rajadas de vento entre 40 e 50 km/h.
A Região Norte segue com bastante umidade e registro de chuvas moderadas a fortes desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e Acre. A ZCIT continua provocando instabilidades no Amapá e no litoral paraense.
Ao longo da quinta-feira, a nebulosidade aumenta e as pancadas se espalham pela maior parte da região, atingindo Amazonas, Amapá, Pará, Acre, Rondônia, Roraima e o extremo norte do Tocantins. Há risco de temporais no Amapá, na faixa norte e oeste do Pará, no sul de Roraima e no leste e nordeste do Amazonas.