Presidente da Usiminas fala sobre necessidade de política antidumping
Plano foi apresentado pelo presidente Marcelo Chara em meio a alerta sobre pressão competitiva do aço chinês e necessidade de reforçar a competitividade da operação no Brasil.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de um paciente em uma clínica que atendia pessoas com dependência química e transtornos psiquiátricos em Xerém, na Baixada Fluminense. A vítima foi encontrada dentro de uma piscina.
Rodney Camilo Lesio, de 35 anos, morreu no dia 19 de abril. Após uma fiscalização, agentes identificaram irregularidades no local, que funcionava sem autorização. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi concluído.
Segundo parentes, Rodney Camilo Lesio, de 35 anos, era autista nível 3
Foto: Reprodução/TV Globo
Em depoimento, a responsável pela clínica disse que encontrou Rodney caído na piscina, em estado de agonia, e acionou socorro. Segundo Jéssica Adriana Washington da Silva, a morte teria ocorrido após uma convulsão.
A família, no entanto, contesta a versão apresentada pela direção. Parentes afirmam que Rodney era autista nível 3 e que foi internado por precisar de acompanhamento especializado.
De acordo com os familiares, ele passou por diferentes unidades ligadas ao mesmo grupo, em cidades como Magé e Duque de Caxias, antes de ser levado para Xerém. Eles também dizem que a clínica já teria sido despejada anteriormente e reaberta em outros endereços, levando pacientes junto.
A família relata ainda que as visitas eram frequentes e que a informação sobre a morte foi repassada pela responsável como consequência de uma convulsão na piscina. Após o episódio, parentes afirmam ter sido bloqueados pela dona da unidade.
A unidade, conhecida como Instituto Vitalis, fica em Xerém, em Duque de Caxias
Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo o irmão da vítima, Rodrigo Camilo Lésio, um ponto que levantou suspeitas foi o fato de a responsável ter dado entrada no hospital acompanhando Rodney e ter se apresentado como amiga.
O que me espantou foi que, ao dar entrada com o acolhido que estava sob os cuidados dela, ela se identificou como amiga. Isso é muito estranho para uma responsável por uma clínica. E também o horário: por volta de seis e meia da noite ele estava na piscina, já sem aquele calor todo. Ficou mal explicado
Rodrigo Camilo Lésio
A investigação é conduzida pela Delegacia do Consumidor (Decon). Segundo a delegacia, a clínica não possuía alvará de funcionamento nem licença da Vigilância Sanitária de Duque de Caxias.
A unidade, conhecida como Instituto Vitalis, fica em Xerém, em Duque de Caxias. De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento já havia sido notificado e recebeu prazo de 30 dias para se adequar às normas exigidas, o que não teria sido cumprido.
Nesta quarta-feira (6), durante fiscalização no local, policiais encontraram nove pessoas internadas na unidade, entre usuários de drogas e pacientes com transtornos psiquiátricos. Levada à delegacia, Jéssica prestou depoimento e foi liberada.
A Decon informou que vai começar a ouvir, a partir desta quinta-feira (7), familiares de pacientes atendidos no local para apurar possíveis irregularidades e denúncias de maus-tratos. A polícia aguarda o laudo do IML para confirmar a causa da morte de Rodney.
Procurada, a Prefeitura de Duque de Caxias não informou se fiscalizava o espaço.
A polícia informou que a responsável pela clínica já possui passagem por furto. Jéssica vai responder por falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão.