Zema diz que quer disputar a Presidência e descarta ser vice de Flávio Bolsonaro
Em evento no Rio, ex-governador afirmou que o Novo pode criticar o STF “sem restrições” e voltou a defender investigações ao comentar a Operação Compliance Zero.
07/05/2026 às 16:33por Redação Plox
07/05/2026 às 16:33
— por Redação Plox
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O ex-governador Romeu Zema (Novo) voltou a afirmar, nesta quinta-feira (7), que pretende disputar a Presidência da República como cabeça de chapa e descartou a possibilidade de ser vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante um evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Zema disse que o Novo se diferencia do partido de Flávio por poder criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) sem depender de ações em tramitação na Corte.
Romeu Zema (à frente) esteve no evento com o André Marinho (atrás, à direita), pré-candidato do Novo a governador do Rio.
Foto: Reprodução/SBT NEWS
Zema mira o STF e provoca o PL
A campanha do pré-candidato tem insistido em embates públicos com ministros do STF, especialmente com o decano Gilmar Mendes, como forma de reforçar o discurso de que enfrentaria privilégios e pressionaria o tribunal caso chegue ao Planalto.
Vídeos publicados nas redes sociais do mineiro mostram magistrados e outras figuras, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a alcunha de “intocáveis”, acima da Justiça.
Do outro lado, Gilmar Mendes afirma que Zema abusa da liberdade de expressão e defende que ele seja incluído no inquérito das fake news, que apura ataques contra ministros da Corte desde 2019.
“Eu tenho questionado e criticado muito o Supremo. Me parece que tem muita gente do PL que tem restrição a esses críticas porque tem coisa pendente lá. Eu e os parlamentares do Partido Novo não temos o rabo preso com ninguém. Somos uma partido pequeno, mas coerente e diferenciado, com ficha limpa"
Romeu Zema
O SBT News procurou o PL para comentar a declaração, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Operação Compliance Zero e o caso Master
Zema também comentou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que realizou buscas nesta quinta-feira em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro no governo Bolsonaro e aliado do pré-candidato do Novo.
Segundo a reportagem, Ciro Nogueira é acusado de receber uma mesada de R$ 300 mil de Daniel Vorcaro para atuar em favor dos interesses do banqueiro no Congresso. O senador nega qualquer ilícito.
O ex-governador disse ser favorável a “toda investigação” e afirmou que não isenta o senador. Para ele, o caso Master só ganhou dimensão pela falta de mecanismos prévios de controle e de punição no período pós-Lava Jato.
Na mesma linha, Zema provocou o presidente Lula ao afirmar que ele estaria em silêncio sobre as investigações porque haveria “muita gente do PT envolvida”. O texto ressalta que, até o momento, nenhum nome ligado ao partido foi alvo de operações, mas Zema disse acreditar que a apuração ainda pode avançar com novos desdobramentos.
Ao falar sobre o andamento do caso, ele comparou a investigação a um processo que se amplia à medida que se aprofunda, citando possíveis apreensões e etapas futuras, como análise de celulares e notebooks e a possibilidade de delações premiadas.