Neymar atribui às assessor e técnico publicação de vídeo com imagens da mulher que o acusa

07/06/2019 15:39

Os profissionais serão intimados a prestarem depoimento

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A cada dia, a polêmica com o jogador Neymar ganha novos contornos. O atacante depôs na Cidade de Polícia, no Rio de Janeiro, na noite de ontem, 6 de junho, acompanhado por seus advogados Maíra Fernandes e Davi Tangerino.

Neymar

Neymar gravou vídeo em que negava a acusação de estupro- Foto: Instagram


Neymar disse que um assessor e um profissional técnico de informática uniram o vídeo (em que ele negava a acusação de estupro) às mensagens entre ele e a acusadora e publicaram no Instagram. O atacante disse, no entanto, que não sabe como colocar mensagens do aplicativo WhatsApp em vídeo no Instagram, e solicitou aos dois que as fotos íntimas fossem deletadas, mas isso não aconteceu por uma falha. Os profissionais serão intimados a prestarem depoimento.


Por conta do nome, feição e imagens íntimas de Najila Trindade aparecerem num segundo momento da gravação, o jogador é investigado pela divulgação de fotos e vídeos íntimos da modelo. Por este motivo, abriu-se um processo na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.

Para o professor de Direito Penal e Direito Processual Penal, Leonardo Pantaleão, o ato de Neymar de divulgar imagens íntimas sem autorização prévia é considerado crime e está previsto no Código Penal. “A divulgação de fotos de pornografia, de nudez, sem o consentimento da pessoa diretamente envolvida, pode fazer com que o agente se encaixe no tipo penal previsto no Artigo 218, letra C, da nossa legislação do próprio Código Penal, que proíbe esse tipo de comportamento. Ou seja, à medida que a pessoa desenvolve essa conduta, fica sujeita a uma pena que pode variar de um a cinco anos de reclusão”, esclarece o especialista.

Atualizada às 17h39
 



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