Hospital Márcio Cunha faz pela primeira vez ablação de fibrilação atrial com mapeamento eletroanatômico

Quatro pacientes passaram pelo procedimento minimamente invasivo, que combina mapeamento tridimensional do coração e sinais elétricos em tempo real para ampliar a precisão da intervenção.

07/07/2026 às 09:57 por Redação Plox

O Hospital Márcio Cunha realizou pela primeira vez procedimentos de ablação de fibrilação atrial com uso de mapeamento eletroanatômico. Ao todo, quatro pacientes passaram pela técnica minimamente invasiva, apresentada pela instituição como um avanço no tratamento das arritmias cardíacas.

Fwd: Release - Hospital Márcio Cunha realiza pela primeira vez ablação de fibrilação atrial com tecnologia de mapeamento eletroanatômico

Foto: Divulgação

Nova técnica passa a integrar assistência cardiovascular

A introdução do método contou com apoio do médico preceptor Dr. Marcos França, do Centro de Tratamento de Arritimias, que acompanhou e treinou a equipe do hospital durante os procedimentos. A condução ficou a cargo dos cardiologistas e eletrofisiologistas Dr. Raphael Diniz e Dra. Thatiane Olivier Ticom.

Também participaram o anestesiologista Dr. Lucas Etiene, o residente em anestesiologia Igor Melo, os técnicos de enfermagem Francielle Amarinho, João Santana, Luiz Gustavo, Tatiane Souza e Viviane Barbosa, além da equipe da Syncrony Heart, formada por Rodrigo Nunes, Altemir Otoni e Denílson de Paula.

Segundo o Dr. Raphael Diniz, a tecnologia contribui para ampliar a precisão da intervenção ao combinar, em tempo real, um mapeamento tridimensional do coração com os sinais elétricos captados durante o procedimento.

Essa tecnologia veio para auxiliar na realização da ablação de diversas arritmias. Ela utiliza um mapeamento tridimensional em tempo real do coração, integrando a imagem com os sinais elétricos captados durante o procedimento. Com isso, é possível formar uma representação em três dimensões no computador, que orienta o médico com muito mais precisão

Dr. Raphael Diniz

De acordo com o especialista, o recurso permite realizar a ablação com mais eficiência, segurança e melhor resolutividade, elevando as chances de sucesso do tratamento e favorecendo melhores resultados clínicos.

Fibrilação atrial e benefícios do procedimento

A fibrilação atrial é apontada como a arritmia cardíaca sustentada mais comum na população e pode causar palpitações, falta de ar, cansaço e tontura, além de aumentar de forma significativa o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

A ablação é indicada para pacientes selecionados e consiste na eliminação, por meio de cateteres introduzidos pela circulação sanguínea, dos focos responsáveis pela alteração do ritmo cardíaco, sem necessidade de cirurgia aberta.

Conforme a Dra. Thatiane Ticom, a incorporação do mapeamento eletroanatômico representa um avanço para a assistência cardiovascular do Hospital Márcio Cunha, por permitir visualização mais detalhada da anatomia cardíaca e dos circuitos elétricos ligados às arritmias, além de contribuir para reduzir a exposição à radiação e ampliar a efetividade do tratamento.

Com a realização dos primeiros procedimentos com esse sistema, o hospital informa que reforça a atuação em inovação, qualificação contínua das equipes e oferta de tecnologias voltadas ao tratamento de doenças cardiovasculares, com ampliação do acesso da população do Vale do Aço a terapias modernas e mais seguras.

Estrutura do Hospital Márcio Cunha

O Hospital Márcio Cunha é um hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. A estrutura reúne 558 leitos e três unidades, sendo uma delas exclusiva para tratamento oncológico.

A instituição atende uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos distribuídos em 58 especialidades. A prestação de serviços abrange ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular e oncologia adulta e infantil, entre outras áreas.

No último ano, o HMC registrou cerca de 5.580 partos, 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias e mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram contabilizadas mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O hospital também informa ter sido o primeiro do país a receber acreditação em nível de excelência ONA III, pela Organização Nacional de Acreditação. Além disso, aparece há sete anos consecutivos entre as melhores unidades hospitalares do Brasil em classificação da revista norte-americana Newsweek, ocupando a 6ª posição em Minas Gerais.

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