PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
A picanha, corte que virou símbolo de promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou ao centro do debate político após levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontar alta acumulada de 8,5% no preço do produto entre dezembro de 2022 e abril de 2026.
Lula
Foto: Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR
Apesar da repercussão em torno da picanha, outros itens tradicionais do churrasco tiveram aumentos mais fortes no mesmo período.
O carvão vegetal ficou ainda mais caro, com aumento de 26,1%, acima da inflação acumulada informada no levantamento, de 13,8%.
O dado foi levantado a partir do IPC-Fipe, índice que acompanha a variação do custo de vida no município de São Paulo para famílias com renda entre 1 e 10 salários mínimos. Por isso, os números não representam sozinhos a média nacional de preços, mas ajudam a medir a pressão sentida pelo consumidor em itens de grande consumo.
A alta dos cortes bovinos ocorre em um cenário de pressão sobre a oferta e a demanda. Projeções atribuídas à Conab indicam recuo de 5,3% na produção brasileira de carne bovina em 2026, reflexo da reversão do ciclo pecuário. Ao mesmo tempo, as exportações seguem em patamar elevado, com peso relevante do mercado chinês.
O assunto também ganhou força após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar um vídeo nas redes sociais simulando uma compra de itens para churrasco com R$ 100. Na gravação, ele compara preços de carvão, farofa, pão de alho, linguiça e carnes, e usa a situação para criticar o governo Lula.
A comparação disponível vai até abril de 2026. Como os preços de carnes e itens de churrasco variam conforme cidade, região, estabelecimento e período de compra, o levantamento serve como referência de tendência, mas não substitui pesquisas locais em supermercados e açougues.