Mãe de Jundiaí transforma luto em alerta sobre dependência em apostas online
Daysi Donola afirma que Lucas apresentou mudanças de comportamento após começar a apostar em 2023 e quer orientar famílias sobre prevenção e acolhimento.
O dólar começou a terça-feira (7) em leve alta frente ao real, cotado a R$ 5,1391 por volta das 9h, avanço de 0,14%. O movimento ocorre antes da abertura do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, em uma manhã marcada pela cautela dos investidores diante de novas tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: FreePik
A atenção dos mercados voltou ao Oriente Médio após relatos de ataques a embarcações comerciais na região próxima ao Estreito de Ormuz. A agência marítima britânica UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido a cerca de 8 milhas náuticas de Limah, em Omã, provocando incêndio, sem registro de vítimas ou impacto ambiental até o momento. A Reuters informou que dois navios-tanque foram danificados perto da região, em meio a relatos de disparos atribuídos ao Irã.
O episódio reacendeu dúvidas sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e elevou a percepção de risco no mercado de energia. O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais sensíveis do mundo: segundo a agência americana de energia, por ali passou, no primeiro semestre de 2025, volume equivalente a cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo.
Com o aumento da tensão geopolítica, os contratos de petróleo operavam em alta nesta terça. O Brent, referência internacional, avançava pouco mais de 1%, enquanto o WTI, referência dos Estados Unidos, também subia, segundo a Reuters. A alta da commodity tende a influenciar expectativas de inflação global e pode afetar moedas de países emergentes, como o real.
Além do petróleo, investidores acompanham a reunião da Otan em Ancara, na Turquia. A aliança informou que o encontro tem como foco o avanço de compromissos assumidos desde a cúpula de 2025, com ênfase em investimentos, produção industrial de defesa e apoio contínuo à Ucrânia.
No campo comercial, segue no radar a proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante Comercial dos EUA abriu consulta pública e realizou audiência sobre o tema em julho; o processo ainda depende de decisão formal.
Nos Estados Unidos, a expectativa é pela divulgação, nesta quarta-feira (8), da ata da reunião de junho do Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve, documento que pode indicar os próximos passos da política de juros americana.
No Brasil, o principal dado da semana será o IPCA de junho, previsto para sexta-feira (10), conforme calendário do IBGE. O indicador será observado de perto pelo mercado por seu peso nas expectativas para inflação e juros no país.