Hospital Márcio Cunha passa a realizar ablação de fibrilação atrial com mapeamento eletroanatômico

Estreia do método no HMC envolveu quatro pacientes e contou com treinamento da equipe durante os procedimentos; técnica é minimamente invasiva e voltada ao tratamento de arritmias cardíacas.

07/07/2026 às 14:23 por Redação Plox

O Hospital Márcio Cunha (HMC) passou a realizar ablação de fibrilação atrial com tecnologia de mapeamento eletroanatômico. A estreia do método na instituição envolveu quatro pacientes e amplia a assistência em alta complexidade no tratamento de arritmias cardíacas.

Fwd: Release - Hospital Márcio Cunha realiza pela primeira vez ablação de fibrilação atrial com tecnologia de mapeamento eletroanatômico

Foto: Divulgação

A nova técnica é minimamente invasiva e foi incorporada com apoio do médico preceptor Dr. Marcos França, do Centro de Tratamento de Arritimias, que acompanhou e treinou a equipe do hospital durante os procedimentos. As intervenções foram conduzidas pelos cardiologistas e eletrofisiologistas Dr. Raphael Diniz e Dra. Thatiane Olivier Ticom.

Também participaram o anestesiologista Dr. Lucas Etiene, o residente em anestesiologia Igor Melo, os técnicos de enfermagem Francielle Amarinho, João Santana, Luiz Gustavo, Tatiane Souza e Viviane Barbosa, além da equipe da Syncrony Heart, formada por Rodrigo Nunes, Altemir Otoni e Denílson de Paula.

Precisão maior durante a ablação

Essa tecnologia veio para auxiliar na realização da ablação de diversas arritmias. Ela utiliza um mapeamento tridimensional em tempo real do coração, integrando a imagem com os sinais elétricos captados durante o procedimento. Com isso, é possível formar uma representação em três dimensões no computador, que orienta o médico com muito mais precisão

Dr. Raphael Diniz

Segundo o especialista, o recurso contribui para tornar a ablação mais eficiente, segura e com melhor resolutividade, elevando as chances de sucesso do tratamento e os resultados clínicos.

A cardiologista eletrofisiologista Dra. Thatiane Ticom ressalta que a adoção da tecnologia representa um avanço na assistência cardiovascular do HMC. De acordo com ela, o sistema oferece visualização mais detalhada da anatomia cardíaca e dos circuitos elétricos ligados às arritmias, o que torna o procedimento mais preciso e seguro. Ela também afirma que a técnica ajuda a reduzir a exposição à radiação e aumenta a efetividade do tratamento, com impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Como funciona o tratamento

A fibrilação atrial é descrita no texto como a arritmia cardíaca sustentada mais comum na população. Entre os sintomas citados estão palpitações, falta de ar, cansaço e tontura, além do aumento significativo do risco de acidente vascular cerebral (AVC).

A ablação é indicada para pacientes selecionados e consiste na eliminação, por meio de cateteres introduzidos pela circulação sanguínea, dos focos responsáveis pela alteração do ritmo cardíaco, sem necessidade de cirurgia aberta.

Estrutura do Hospital Márcio Cunha

Com mais de 60 anos de atuação, o Hospital Márcio Cunha é um hospital geral de alta complexidade. A instituição tem 558 leitos e três unidades, sendo uma delas exclusiva para tratamento oncológico.

O hospital atende uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e reúne cerca de 500 médicos em 58 especialidades. A prestação de serviços inclui ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outras áreas.

No último ano, o HMC registrou cerca de 5.580 partos, 35 mil internações, 17 mil cirurgias e mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram realizadas mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O texto informa ainda que o HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência ONA III, pela Organização Nacional de Acreditação. Também aparece classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, ocupando a 6ª posição em Minas Gerais.

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