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O motorista da carreta envolvida no acidente em que um carro conduzido por uma idosa foi arrastado por cerca de 700 metros na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em São José dos Campos (SP), negou ter fugido do local e afirmou que não percebeu a colisão.
Carro arrastado na Dutra
Foto: Redes sociais
A versão, apresentada pela defesa, é contestada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que diz ter registros indicando que o caminhão parou por pouco tempo e seguiu viagem sem procurar a unidade da corporação ou acionar o telefone de emergência 191.
O caso ocorreu no km 145 da Dutra, sentido São Paulo, na região da Vila Industrial, Zona Leste da cidade, em meio a um trecho com obras e desvio na pista.
A mulher relatou que precisou mudar de faixa por causa de um estreitamento e que o caminhão teria alegado não tê-la visto, por estar em ponto cego.
Em entrevista exibida pela TV Vanguarda, o advogado do caminhoneiro, Antônio Franc, afirmou que o condutor não teria deixado a ocorrência para “fugir”, mas para buscar um local seguro para estacionar, já que o trecho estava em obras e uma parada imediata poderia comprometer o tráfego.
A defesa também sustenta que o motorista não teria percebido o choque porque o veículo estaria em uma área de pouca visibilidade da carreta.
Ainda segundo a defesa, após notar que a idosa já estava fora do carro e aparentemente sem ferimentos, o caminhoneiro teria seguido até um posto de combustível e aguardado para registrar a ocorrência.
A PRF contesta essa narrativa. Em entrevista à TV Vanguarda, o inspetor Cleverson Calzado afirmou que os registros analisados pela corporação indicam que o caminhão reduziu e fez uma breve parada após o acidente, mas voltou a seguir viagem, passando em frente ao posto da PRF sem parar.
A corporação também informou que não houve acionamento do 191 pelo motorista, procedimento considerado esperado para comunicar a ocorrência.
A PRF informou ainda que entregou à Polícia Civil dados do tacógrafo (equipamento que registra informações como velocidade, distância e paradas), que devem ser analisados no inquérito para esclarecer a dinâmica e a conduta do motorista após a colisão.
Na segunda-feira (6), o caminhoneiro prestou depoimento à Polícia Civil, foi ouvido e liberado. A investigação continua para apurar as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.
Procurada pela imprensa, a concessionária CCR RioSP informou que havia um acostamento a cerca de 500 metros do ponto da colisão e que, na avaliação da empresa, não haveria necessidade de deixar o local da ocorrência.
A concessionária não confirmou se houve contato do motorista com algum funcionário logo após o acidente.