Projeto "Olhar para o Futuro" inicia entrega de cerca de 140 óculos para alunos da Escola Arthur Bernardes, em Ipatinga

Iniciativa realiza triagem, exames, escolha de armações e entrega dentro da própria escola e prevê avaliar todos os estudantes da rede municipal.

07/07/2026 às 12:22 por Redação Plox

Cerca de 140 estudantes da Escola Municipal Arthur Bernardes, em Ipatinga, começaram a receber nesta terça-feira (7) óculos de grau pelo projeto Olhar para o Futuro, criado para detectar e corrigir dificuldades visuais entre alunos da rede municipal. As entregas ocorreram nos turnos da manhã e da tarde.


Aproximadamente 140 óculos estão sendo entregues aos alunos da Escola Arthur Bernardes.

Aproximadamente 140 óculos estão sendo entregues aos alunos da Escola Arthur Bernardes.

Foto: Stella Dutra / Plox Brasil.


A proposta concentra todas as etapas dentro da própria escola, desde a triagem inicial até os exames oftalmológicos, a definição das armações e a entrega dos óculos. Com isso, o acesso das crianças ao atendimento especializado é facilitado.

Atendimento busca reduzir impactos no aprendizado

Durante a ação, o prefeito Gustavo Nunes afirmou que a iniciativa tem como foco identificar de forma antecipada alterações na visão que possam prejudicar o desempenho escolar. Segundo ele, trata-se do maior projeto já realizado pelo município na área de oftalmologia voltado à rede municipal de ensino.



Gustavo Nunes - Prefeito de Ipatinga.

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil.


De acordo com o prefeito, a estimativa é de que aproximadamente 40% dos alunos da rede municipal precisem de óculos. Ele ressaltou que nem todos terão alterações visuais, mas que todos serão avaliados. O programa também já localizou casos mais graves, como catarata, e esses estudantes foram encaminhados para acompanhamento e preparação para cirurgia.

Família relata diagnóstico descoberto na escola

A  Tatiana Rocha acompanhou a entrega dos óculos das filhas Maria Alice e Maria Cecília e relatou que não suspeitava de um problema visual nas meninas. Ela disse que o projeto foi decisivo para perceber a situação, especialmente no caso de Maria Cecília, em quem já notava alguma dificuldade na leitura.



Tatiana Rocha - Mãe da Maria Alice e Maria Cecília de 6 anos.

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil.


Para Tatiana, a iniciativa tem peso importante porque muitas famílias não conseguem identificar esse tipo de alteração. Na avaliação dela, comportamentos que podem parecer desinteresse ou preguiça podem, na verdade, estar ligados à dificuldade para enxergar.

Segundo ela, as duas filhas receberam diagnóstico de grau elevado para quem usa óculos pela primeira vez, algo que só veio à tona após os exames realizados pelo projeto.


Somente após a avaliação realizada na escola a família descobriu que as duas meninas precisavam usar óculos.

Somente após a avaliação realizada na escola a família descobriu que as duas meninas precisavam usar óculos.

Foto: Stella Dutra / Plox Brasil.


A Prefeitura trabalha com a expectativa de expandir o atendimento para toda a rede municipal, para que os estudantes passem por avaliação oftalmológica e recebam acompanhamento quando houver necessidade.

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