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A Prefeitura de São Paulo informou que exonerou preventivamente seis servidores municipais em março de 2026 após suspeitas de irregularidades em processos de licitação, entre eles uma concorrência estimada em R$ 1 bilhão para compra de aparelhos de ar-condicionado. Nesta terça-feira (07/07/2026), dois ex-servidores foram alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Ar Frio, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Gaeco.
Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo durante operação realizada em março de 2026
Foto: Divulgação/MP-SP
Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que foi a própria administração municipal que encaminhou a denúncia ao MP-SP, o que deu origem à investigação. A prefeitura também declarou que
não compactua com desvios de condutae que seguirá colaborando com os promotores.
De acordo com informações divulgadas sobre a apuração, os investigados são suspeitos de direcionar licitações para beneficiar empresas ou grupos previamente ajustados, em troca de vantagem indevida. O MP-SP apura se as condutas podem configurar crimes como corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
As suspeitas investigadas envolvem supostas irregularidades praticadas entre 2022 e 2025. O MP-SP recebeu denúncia sobre o caso em fevereiro de 2026, e a principal licitação sob investigação é a destinada à compra de ar-condicionado, estimada em R$ 1 bilhão.
As diligências ocorreram em endereços ligados aos dois ex-servidores na capital e na região metropolitana, com apreensão de celulares e busca por documentos que ajudem a aprofundar a investigação. Em um dos endereços, foram encontrados mais de R$ 151 mil em espécie e US$ 3 mil; em outro, R$ 8 mil e US$ 1 mil, também em dinheiro, conforme noticiado sobre a operação.
Segundo a prefeitura, as secretarias municipais e a sede da administração não foram alvo de buscas nesta fase. A administração também declarou que suspendeu a licitação em março e publicou novo edital, como medida para manter a transparência do processo.
A investigação segue em andamento e o MP-SP deve analisar o material apreendido para definir os próximos passos, incluindo eventuais novas diligências e responsabilizações, conforme o avanço do inquérito.