Mãe de Flávio Bolsonaro é primeira suplente em pré-candidatura ligada a alvo de operação da PF

Rogéria Bolsonaro (PL), ex-vereadora, aparece na chapa de Márcio Canella (União Brasil), citado na 6ª fase da Operação Unha e Carne; a PF destaca que ela não é alvo da ação.

07/07/2026 às 13:20 por Redação Plox

A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, filiada ao PL e mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece como primeira suplente na pré-candidatura ao Senado de Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, apontado por veículos nacionais como um dos alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7), no Rio de Janeiro. A operação não tem Rogéria como alvo.


Mãe de Flávio Bolsonaro é suplente de pré-candidato ao Senado alvo da PF no Rio.

Foto: Reprodução/Rogéria Bolsonaro e Márcio Canella



Rogéria foi vereadora no Rio de Janeiro por dois mandatos, entre 1993 e 2000, e é mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Ela havia sido citada em conversas internas do PL sobre a composição da disputa ao Senado depois da desistência de Cláudio Castro, segundo o Metrópoles. Na ocasião, o partido avaliava nomes como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Felipe Curi para ocupar a vaga deixada pelo ex-governador.

Operação mira postos de combustíveis

A Polícia Federal informou que a nova fase da Operação Unha e Carne tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como estrutura para lavagem de dinheiro, com possível participação de agentes públicos.


Rogéria foi vereadora no Rio de Janeiro por dois mandatos, entre 1993 e 2000, e é mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Foto: Reprodução/Redes Sociais/rogeriabolsonaro/Instagram



Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A decisão também determinou medidas de sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado, conforme a PF.

De acordo com a corporação, um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou movimentação superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de eventuais crimes identificados no curso da apuração.

Outros alvos citados

Além de Canella, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim também foi apontado pelo UOL como alvo de busca na ação desta terça. A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para enfrentar organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro, seguindo diretrizes relacionadas à ADPF 635 no Supremo Tribunal Federal.

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