Médium é acusado de enganar famílias com falsas cartas psicografadas

07/10/2019 09:31

As supostas cartas trazem, por exemplo, nomes de animais de estimação dos mortos e mencionam escolas onde eles teriam estudado

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Uma investigação policial em curso aponta que um homem, que se apresenta como médium espírita, teria enganado centenas de famílias. A maioria delas eram seduzidas pelas promessas de que o acusado, Fernando Ben,  conseguiria se comunicar com os mortos e, assim, trazer um alento a dor dos familiares com a perda de entes queridos.

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Foto: reprodução TV

Fernando Ben se apresentava em vários espaços do Brasil, nos quais a platéia lotada admirava um dos diferenciais:  as cartas que ele escrevia como sendo dos mortos para os parentes vivos tinham riqueza de detalhes. Mas Fernando Ben é acusado de enganar as pessoas e de fazer pesquisas em redes sociais, onde obtém informações detalhadas sobre os mortos, que depois ele usa nas supostas cartas psicografadas.

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Foto: divulgação

Mas essa riqueza de detalhes tão grande levou muitas pessoas a desconfiar e  fazer denúncias contra ele. Agora, vários parentes que teriam recebido essas cartas de seus entes mortos confirmam que os detalhes que pareciam confirmar a veracidade das cartas na verdade poderiam ser obtidos em redes sociais dos mortos ou de pessoas a eles ligadas.

As supostas cartas trazem, por exemplo, nomes de animais de estimação dos mortos e mencionam escolas onde eles teriam estudado, amigos que eles tinham quando crianças e outros detalhes, mas tudo já disponível em redes sociais.

A polícia já conta com depoimentos de várias vítimas que fazem parte da investigação policial e Fernando Ben já foi indiciado por estelionato. Em entrevista ao programa Fantástico, ele negou as acusações.

Nome errado do avô

Um dos casos que levantaram suspeitas sobre o médium seria uma carta por ele escrita na qual cita o nome do avô de uma “psicografada”. O nome foi escrito na carta de forma errada, coincidentemente igual ao que estava em uma postagem na rede social, quando, por um erro de digitação, foi escrito errado.
 



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