Governo de São Paulo busca transferência de Champinha e outros internos da UES

Justiça avalia movimentação proposta para levar internos da Unidade Experimental de Saúde para a Casa de Custódia em Taubaté

Por Plox

07/10/2023 16h23 - Atualizado há 6 meses

O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas, tentou nesta sexta-feira (6) transferir Roberto Aparecido Alves Cardoso, mais conhecido como Champinha, e quatro outros internos da Unidade Experimental de Saúde (UES). A proposta é mover esses internos para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico "Dr. Arnaldo Amado Ferreira" em Taubaté, também denominado Casa de Custódia. Champinha, lembrado pelo brutal assassinato do casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé em 2003, está na UES desde 2007.

 

Foto: Cedoc/RAC

Oposição e Argumentação

O Ministério Público e a Defensoria Pública, durante uma reunião emergencial, manifestaram-se contra a ideia do governo. Ambos cobraram um pedido formal à Justiça sobre a transferência, que, até o momento, não foi apresentado. Daniel Secco, defensor público, mencionou a ilegalidade da transferência, indicando que a situação atual da internação já é irregular e que a proposta de movimentação não resolve o problema, gerando outras complicações legais.

 

Repercussões e Implicações

Fontes relataram que a intenção de transferir Champinha e os demais internos vem do desejo da gestão Tarcísio de usar a UES exclusivamente para tratamento de dependentes químicos da região da Cracolândia. Uma recente resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os manicômios judiciários, similares à Casa de Custódia, não poderão mais admitir internos, com planos para encerrar suas operações até 2024. Ambas as Secretarias de Saúde e Administração Penitenciária afirmam que qualquer transferência precisa de alinhamento com a Justiça.

Histórico Criminal de Champinha

Em 2003, Champinha, então com 16 anos, e outros quatro adultos foram responsáveis pelos assassinatos de Liana Friedenbach e Felipe Silva Caffé. O crime, que chocou o país, resultou na condenação dos adultos envolvidos. Champinha, por ser menor na época, foi encaminhado à Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) e posteriormente à UES

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