Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
Durante uma conversa telefônica marcada por um tom amistoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao norte-americano Donald Trump que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conduza as negociações com o Brasil sem preconceito. Rubio foi escolhido pelo governo norte-americano para tratar das tarifas de 50% aplicadas sobre produtos brasileiros, medida que tem gerado tensão comercial entre os dois países.
Foto: Presidência Em entrevista à TV Mirante, no Maranhão, Lula afirmou que o diálogo com Trump foi 'extraordinariamente bom' e destacou que a partir do dia seguinte as discussões bilaterais seriam iniciadas. O presidente explicou que o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad foram designados para representar o Brasil nas conversas.
Na ligação, Lula também pediu que o governo norte-americano reveja as taxações sobre os produtos brasileiros, classificando as tarifas como 'sem sentido'. Ele propôs um caminho de diálogo para buscar o zeramento das punições e isenções às exportações nacionais. “É importante que comecemos discutindo com verdade, olho no olho, para mostrar o que realmente acontece no Brasil”, declarou o presidente.
Trump, por sua vez, confirmou a boa relação em declarações no Salão Oval da Casa Branca, dizendo ter tido “uma ótima conversa com o presidente do Brasil” e elogiando a postura de Lula. O republicano afirmou que ambos pretendem estreitar os laços comerciais e que “vão começar a fazer negócios”.
Nas redes sociais, o ex-presidente norte-americano reforçou o tom positivo do diálogo, afirmando que pretende se reunir com Lula “em um futuro não muito distante”. Ele mencionou que os principais temas discutidos foram economia e comércio, com perspectiva de novas conversas presenciais, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
De acordo com o Palácio do Planalto, o telefonema entre os líderes durou cerca de 30 minutos e manteve “boa química”, recordando o primeiro contato entre ambos, ocorrido em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro. Lula teria descrito aquele encontro como uma oportunidade de “restauração das relações entre Brasil e Estados Unidos”.
O governo brasileiro também informou que Lula renovou o convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA), e aventou a possibilidade de um encontro durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Por outro lado, o norte-americano declarou que deve visitar o Brasil “em algum momento”.
Essa reaproximação começou durante o breve encontro entre os dois líderes na ONU. Na ocasião, Trump lembrou com humor que conheceu Lula “em um intervalo de dois minutos” antes de um discurso, destacando que a conversa foi suficiente para deixar uma boa impressão. Lula, por sua vez, disse ter ficado surpreso e otimista com o contato: “Foi uma surpresa boa. Acho mesmo que pintou uma química”, afirmou.
Encerrando o tema, o presidente brasileiro reforçou a importância da boa relação entre os dois países: “Brasil e Estados Unidos são as maiores democracias do continente. Não há motivo para vivermos em conflito.”