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    Desarticulado esquema de adulteração de suplementos e produtos médicos na capital mineira

    Duas pessoas foram presas e diversos materiais apreendidos

    Por Plox

    07/12/2021 18h41 - Atualizado há 7 meses

    Fruto de investigação qualificada, na capital, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou, com a operação Zizanion, realizada na última sexta-feira (3), esquema de adulteração e distribuição de suplementos alimentícios e produtos médicos na região do bairro Castelo. Foram presos em flagrante dois homens, de 39 e 46 anos, e apreendida quase 1 tonelada de itens vencidos ou com suspeita de adulteração, além de materiais avaliados em R$1 milhão.

    Coletiva de imprensa foi realizada na 1º DEPPC. Foto: divulgação/PCMG

     

    As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa, realizada na manhã de hoje (7), na sede do 1º Departamento de Polícia Civil (1º DEPPC) em Belo Horizonte. O chefe do 1ºDEPPC, delegado-geral Arlen Bahia, destaca a importância do trabalho realizado. “Em razão da ação célere e qualificada da Polícia Civil, conseguimos tirar esse material de circulação e não deixar que esses produtos fossem comercializados, protegendo a saúde pública”, ressalta.

    De acordo com a delegada Ana Paula Gontijo, responsável pela operação, as investigações se iniciaram com a reclamação de uma cliente que teria comprado uma mercadoria. “Ela usava sempre o produto e adquiriu uma nova remessa por meio de um site, notando a diferença no sabor e na qualidade. Ao entrar em contato com o fabricante, descobriu que o lote estampado e a data de validade não estavam corretos. Após isso, localizamos o estabelecimento responsável pela venda”, informa.

    No local, produtos vencidos tinham seus lotes e validades adulterados e eram vendidos como novos, por diversos sites. Dois homens que trabalhavam no local foram presos em flagrante. “Um deles se declarou como a pessoa responsável por despachar as mercadorias compradas pelos sites de vendas, e o outro como o que emitia as notas”, revela Ana Paula.

    Eles foram autuados pelos crimes do artigo 272 – Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios – e do artigo 273 – Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais – do Código Penal, cujas penas somadas podem chegar a 23 anos de prisão.

    Investigação

    A empresa realizava vendas para o Brasil inteiro. “Foram apreendidos quase 1 tonelada de produtos vencidos ou com suspeita de adulteração, balança de precisão, estampadora, solvente e material para adulteração. Também foram apreendidos pacotes prontos para serem despachados pelos Correios e por transportadoras", conta a delegada.

    De acordo com apurado, o grupo possui outras três lojas físicas: em Sete Lagoas, na região Central do estado, em Divinópolis e em Nova Serrana, ambas cidades do Centro-Oeste mineiro. Nesses outros estabelecimentos, o comércio é realizado apenas de forma presencial.

    Entre as mercadorias que eram adulteradas estavam proteínas, estimulantes naturais, vitaminas e complexos vitamínicos, suplementos alimentícios, aceleradores de metabolismo e outros, comuns de serem utilizados tanto por atletas como por pacientes em tratamento médico que necessitam de complementação. A delegada Ana Paula ressalta que “se fossem ingeridos, os produtos tinham potencial de causar dano à saúde dos consumidores”.

    Alerta

    A delegada ainda faz um alerta para os consumidores que tenham consumido ou adquirido esses tipos de itens. “Via de regra, esses produtos são consumidos regularmente pela pessoa. Então ela já conhece a marca, o sabor e a qualidade do produto. Uma vez notando alguma diferença nesse sentido, que ela verifique com o fabricante o lote. Se ele não existir, deve registrar ocorrência na Polícia Civil”, orienta.

    As investigações, que estão a cargo da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, continuam para identificar demais integrantes do grupo e outros locais utilizados como centros de distribuição da mercadoria.

    A ação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Belo Horizonte.

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