STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Uma onda de protestos tomou cidades dos Estados Unidos nesta quarta-feira (7/1) após a morte de uma mulher baleada por agentes de imigração. A vítima, de 37 anos, foi atingida durante uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês), em Minneapolis. Manifestações também foram registradas em Miami, Nova Orleans e Nova York.
Vídeos mostram a ação da ICE que resultou na morte da mulher.
Foto: (Reprodução/Redes Sociais)
Autoridades locais afirmam que os atos pela morte da mulher, identificada como cidadã norte-americana, reuniram mais manifestantes do que os protestos desencadeados pela morte de George Floyd, em maio de 2020, na mesma cidade. Em Nova York, cerca de 400 pessoas se concentraram em frente a um escritório regional do ICE.
Os manifestantes entoaram palavras de ordem e exibiram cartazes contra o departamento de imigração. Entre as mensagens, chamavam a atenção frases como “ICE fora de Minnesota” e “ICE é a Gestapo de Trump”, em referência à força policial política da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
A morte da mulher foi registrada em vídeo por testemunhas. As imagens, amplamente compartilhadas nas redes sociais, mostram agentes se aproximando do carro em que ela estava. Um dos policiais dispara depois que o veículo arranca, momento que passou a ser o centro das discussões sobre o uso da força por parte do ICE.
Em comunicado, o Departamento de Segurança Interna (DHS) alegou que “manifestantes violentos” teriam tentado atropelar os agentes durante a operação. A pasta sustentou que a reação do policial ocorreu em legítima defesa.
Um agente do ICE, temendo por sua vida, pela vida de seus colegas e pela segurança pública, disparou em legítima defesa. Ele usou seu treinamento e salvou sua própria vida e a de seus colegasDHS
Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também saiu em defesa da ação dos agentes. Ele afirmou que a mulher tentou atropelar o policial de forma “violenta” e “deliberada”, reforçando a versão oficial da segurança interna.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, contestaram a narrativa apresentada pelo DHS e pelo presidente. As autoridades locais reagiram publicamente, ampliando a pressão por esclarecimentos e por uma investigação detalhada sobre a conduta dos agentes de imigração.