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Polícia
PCC usava grupo de WhatsApp para impor regras e punições na Zona Leste de SP
Polícia Civil identifica oito suspeitos ligados ao grupo 'QueeBraadAs' em operação na Zona Leste de São Paulo; seis foram presos e dois seguem foragidos, com apreensão de celulares, notebook e arma com numeração raspada
08/01/2026 às 13:13por Redação Plox
08/01/2026 às 13:13
— por Redação Plox
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Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) usavam um grupo de WhatsApp chamado “QueeBraadAs” para definir e impor punições a membros da facção e a moradores de comunidades na Zona Leste de São Paulo. A dinâmica foi identificada pela Polícia Civil após a análise de celulares apreendidos ao longo da investigação.
Segundo os investigadores, os suspeitos atuavam como “disciplinas”, responsáveis por aplicar e fiscalizar o cumprimento das regras internas da organização criminosa tanto dentro das unidades prisionais quanto nas favelas.
Segundo a Polícia Civil, suspeitos presos na Operação Ordem Paralela atuavam como “disciplinas” do PCC e usavam grupo no WhatsApp para impor punições.
Foto: /Polícia Civil.
Seis presos e dois foragidos em operação na Zona Leste
Ao todo, oito suspeitos foram identificados pela Polícia Civil. Dois foram presos durante a Operação Ordem Paralela, deflagrada nesta quarta-feira (7), enquanto outros quatro já estavam detidos. Dois investigados seguem foragidos.
A ação cumpriu oito mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, com apoio de equipes do 55º Distrito Policial e da 8ª Delegacia Seccional.
Celular apreendido deu início às apurações
A investigação começou em 2023 e avançou após a apreensão do celular de um dos suspeitos. A perícia no aparelho revelou conversas em que os integrantes do grupo discutiam situações relacionadas ao tráfico de drogas e ao convívio social nas áreas dominadas pela facção.
Em outro celular, pertencente à irmã de um dos foragidos, os policiais encontraram indícios de que ele teria participado de um sequestro ocorrido em dezembro de 2025.
Eletrônicos apreendidos e novo flagrante por arma
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, um notebook e outros equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à perícia. Um dos alvos, de 36 anos, também acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo com numeração raspada.
Os investigados vão responder por tráfico de drogas e podem ser indiciados por outros crimes ligados às punições impostas com o uso do aplicativo.
Buscas continuam por foragidos e novos envolvidos
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as diligências continuam para localizar e prender os suspeitos foragidos, além de identificar outros possíveis participantes do esquema de punições articulado via WhatsApp.