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Economia
Gasolina sobe três vezes mais que ICMS na Grande BH, aponta pesquisa
Levantamento do site Mercado Mineiro mostra alta de até 5,1% nos combustíveis no início de 2026 e grande disparidade de preços entre postos de Belo Horizonte e região metropolitana
08/01/2026 às 10:05por Redação Plox
08/01/2026 às 10:05
— por Redação Plox
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Os combustíveis iniciaram 2026 mais caros em Belo Horizonte e na região metropolitana. Parte desse movimento já era aguardada por causa do reajuste anual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas, na prática, os preços nas bombas avançaram além da alta do tributo, de acordo com levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro, divulgado nesta quinta-feira (8/1).
Posto de combustível
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A gasolina comum subiu R$ 0,30 entre o começo de dezembro e o início de janeiro, passando de uma média de R$ 6,03 para R$ 6,33, o que representa uma variação de 4,91% em um mês. A escalada de preços já vinha sendo observada ao longo de dezembro e, na véspera de Natal, o litro era encontrado, em média, a R$ 6,20. O reajuste do ICMS sobre a gasolina foi de R$ 0,10, ou seja, o aumento final ao consumidor superou em três vezes a alta do imposto.
Etanol sobe mais que a gasolina; diesel tem avanço tímido
O etanol registrou alta percentual ligeiramente maior no mesmo período. O litro passou de R$ 4,48 para R$ 4,71, um acréscimo de R$ 0,23, o que corresponde a 5,1%. Já o diesel teve variação bem mais contida: o preço médio avançou de R$ 6,01 para R$ 6,06, elevação de 0,8%, movimento que praticamente acompanhou o reajuste do ICMS, de R$ 0,05.
Diferença entre postos chega a dois dígitos
A pesquisa do Mercado Mineiro avaliou 190 postos de combustíveis em Belo Horizonte e municípios do entorno. A variação de preços entre os estabelecimentos chega à casa dos dois dígitos. No caso da gasolina, por exemplo, o litro foi encontrado de R$ 5,84 a R$ 6,88, uma diferença de 17,8% entre o menor e o maior valor praticado. Os endereços dos postos e os respectivos preços cobrados estão listados no site da plataforma de pesquisa.
Crise na Venezuela ainda não pesa nas bombas
Por enquanto, a crise na Venezuela não provocou alteração significativa na cotação internacional do petróleo e, portanto, não se refletiu de forma direta nos preços dos combustíveis no Brasil. O petróleo extraído naquele país é classificado pela indústria como do tipo pesado, mais adequado para a produção de diesel do que de gasolina, o que limita o impacto imediato sobre esse último combustível.