Em podcast, Bruno diz não saber paradeiro do corpo de Elisa Samudio e relata ameaças

Ex-goleiro afirmou que repassaria qualquer informação à mãe da vítima, disse ter sido pressionado a ficar em silêncio no início das investigações e criticou a estratégia de defesa e a condução do processo

08/02/2026 às 16:21 por Redação Plox

Em participação recente no Geral Podcast, o ex-goleiro Bruno voltou a comentar o caso Elisa Samudio e afirmou que não sabe o que aconteceu com a modelo nem onde estariam seus restos mortais. Segundo ele, se tivesse qualquer informação sobre o paradeiro de Elisa, já teria repassado os dados à mãe da vítima, Sônia Moura.

Bruno foi condenado a 22 anos pela morte de Eliza Samudio

Bruno foi condenado a 22 anos pela morte de Eliza Samudio

Foto: Divulgação


Ao longo da entrevista, Bruno reforçou que desconhece o destino de Elisa, mesmo diante das perguntas diretas dos apresentadores. Ele declarou que não tem detalhes sobre o que foi feito com o corpo e insistiu que não possui elementos que possam ajudar a localizar os restos mortais.

Pressão para ficar em silêncio no início do caso

O ex-jogador também relatou que, no início das investigações, foi pressionado a se manter em silêncio. Ele disse ter assumido sozinho a responsabilidade pelo episódio por medo de represálias e mencionou ter recebido ameaças caso decidisse falar mais do que o combinado.

Nessa linha, Bruno descreveu que se sentiu obrigado a “segurar o B.O.” e que não podia “abrir muita coisa”, sugerindo que a postura adotada na época foi resultado direto dessa pressão.

Perdas pessoais e arrependimentos

Bruno fez ainda um desabafo sobre o impacto do caso em sua trajetória. Ele afirmou que viu sua vida escapar, mencionando a perda da carreira, da liberdade e até da própria dignidade. Para o ex-goleiro, essas consequências formam um fardo que considera pesado demais e que o acompanha até hoje.

Em outro momento, ele falou em arrependimento e comentou que gostaria, no futuro, de conversar com uma das pessoas envolvidas no caso para tentar aliviar esse peso que carrega desde a época do crime.

Críticas à defesa e à condução do processo

O ex-atleta também questionou a estratégia de defesa adotada à época das investigações e do julgamento. Bruno afirmou que não escolheu o advogado que o representou no início do processo, dizendo que a escolha foi feita por terceiros e que, segundo ele, “não era nem pra eu estar ali”.

Ele acrescentou que só agora sente ter mais liberdade para falar sobre o assunto, embora diga que ainda não possa citar nomes. Para Bruno, o fato de ser uma figura conhecida influenciou diretamente no desfecho do caso. Em sua avaliação, se não tivesse fama, o resultado do julgamento poderia ter sido diferente.

Documentos sobre venda de carro e conhecimento dos bastidores

Durante a conversa, surgiu também a menção a documentos ligados à venda de um dos carros de Bruno, que teriam aparecido logo no início das investigações. O ex-goleiro confirmou que conhece detalhes desse episódio e afirmou saber “bastante coisa” a respeito, sem, no entanto, entrar em pormenores.

Condenação e corpo nunca encontrado

Bruno foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Elisa Samudio, ocorrido em 2010. O caso ganhou grande repercussão nacional e continua a gerar questionamentos por um ponto central: o corpo de Elisa nunca foi localizado, o que mantém em aberto uma das principais lacunas do processo.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a