Líder do tráfico do Aglomerado da Serra é preso em condomínio de luxo na Bahia, diz PCMG

Homem de 46 anos, foragido e com mandado por homicídio qualificado, foi localizado em casa de alto padrão em condomínio fechado na praia de Guaratiba, em Prado (BA).

08/02/2026 às 09:14 por Redação Plox

Um homem de 46 anos, apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi preso nesta quinta-feira (5) no sul da Bahia. Segundo a corporação, Marcélio Alves de Souza, conhecido como "Tchelo", ele estava foragido e tinha mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado.

Delegado do caso falou sobre a operação

Delegado do caso falou sobre a operação

Foto: Reprodução



De acordo com a investigação, o suspeito foi localizado em uma casa de alto padrão em um condomínio fechado na praia de Guaratiba, no município de Prado (BA), onde vivia enquanto, ainda segundo a PCMG, mantinha o controle remoto das atividades criminosas em Minas.

O que a polícia apura

A PCMG afirma que a prisão é resultado de trabalho de inteligência conduzido pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). O delegado Felipe Costa Marques de Freitas disse que o alvo era considerado “prioritário” e tinha histórico de mais de 30 anos de envolvimento com tráfico, homicídios e crime organizado.

O acusado chegou a Belo Horizonte em um avião

O acusado chegou a Belo Horizonte em um avião

Foto: Reprodução

Ligação com homicídio em BH e operação em dezembro

Segundo a polícia, o investigado é alvo de apurações relacionadas a um homicídio ocorrido em dezembro de 2025 na avenida Carandaí, no bairro Funcionários, região Centro-Sul da capital. O caso motivou uma operação no Aglomerado da Serra, em 23 de dezembro, para cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisões.

Apreensões e próximos passos

Durante a abordagem na Bahia, a PCMG apreendeu cadernos com anotações que, conforme a investigação, indicariam a contabilidade do tráfico, com registros de valores que chegam a R$ 250 mil. O suspeito foi recambiado para Minas Gerais e apresentado à Justiça. A corporação informou ainda que segue apurando possíveis crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

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