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BRASÍLIA – Em meio à indefinição sobre a composição de sua chapa para a eleição de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicou o início e o fim de seu discurso pelos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, na Bahia, a elogiar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços neste terceiro mandato.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice-presidente, Geraldo Alckmini, durante assinatura da medida provisória (MP) Brasil Soberano., no Palácio do Planalto
Foto: CanalGov/ReproduçãoFoto: Agência Brasil/EBC
As falas deste sábado (7) ocorrem enquanto o PT discute o futuro de Alckmin. Parte do partido deseja que o vice-presidente volte a disputar o governo de São Paulo, enfrentando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pelo Palácio dos Bandeirantes. Alckmin, porém, já indicou publicamente que não pretende entrar na corrida estadual, o que mantém em aberto tanto sua permanência como vice na chapa presidencial quanto o desenho das alianças no maior colégio eleitoral do país.
No palco do evento petista, Lula voltou a recorrer à memória de José Alencar, seu vice nos dois primeiros mandatos, para exaltar Alckmin e reforçar a imagem de parceria política. O presidente destacou o papel que ambos tiveram em diferentes momentos de sua trajetória e como essas alianças foram decisivas para a consolidação de seus governos.
Ao falar para a plateia, Lula mencionou o momento em que conheceu Alencar, em um comício na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, em 1989, e relembrou a busca por um vice que representasse seu projeto político. Ele narrou que, ao ouvir o empresário contar sua história, decidiu que havia encontrado o nome ideal para compor a chapa presidencial.
O petista também contou bastidores da aproximação com Alckmin, relatando um encontro em que, segundo ele, evitou tratar diretamente de política em um primeiro momento. A partir daí, descreveu a formação da parceria com o atual vice como um acontecimento marcante em sua trajetória pessoal e política, ressaltando que considera o ex-governador de São Paulo um aliado central em seu governo.
Os elogios públicos ganham peso no contexto da disputa por espaços em São Paulo. O PT trabalha com a possibilidade de lançar Alckmin ao governo estadual, enquanto tenta montar um palanque robusto para Lula no estado. A expectativa é articular uma composição que envolva também lideranças de partidos aliados e ministros com forte presença no eleitorado paulista.
O plano dos petistas inclui ainda candidaturas ao Senado. A sigla pretende apoiar Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, e Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, para a disputa pelas vagas paulistas na Casa. Nesse cenário, Alckmin é visto como peça-chave: sua eventual candidatura ao governo poderia fortalecer a coalizão governista em São Paulo e ampliar o alcance da campanha à reeleição de Lula.
Na quinta-feira (5), Lula reconheceu publicamente que pode escolher outro nome para a vice-presidência em 2026, o que alimentou especulações sobre o futuro de Alckmin na chapa. O MDB aparece entre os partidos interessados na vaga, em meio a negociações que envolvem também a formação de palanques regionais estratégicos.
Ao comentar o cenário, Lula mencionou que ainda não conversou com Haddad nem com Alckmin sobre o papel de cada um em São Paulo, mas indicou que ambos devem ter funções relevantes na disputa estadual. As declarações reforçam que a definição da chapa presidencial está diretamente ligada ao arranjo político no maior estado do país.
Dentro do governo e do PT, a permanência de Alckmin como vice ou sua candidatura ao governo de São Paulo é vista como um dos pontos mais sensíveis da estratégia eleitoral de 2026, em um ambiente que envolve disputas internas, pressão de aliados e o interesse de outras siglas em ocupar a vaga de vice na chapa de Lula.