Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
Rodrigo Castanheira estava internado na UTI em Águas Claras com traumatismo craniano e não resistiu; Pedro Arthur Turra Basso teve a prisão preventiva decretada
Nesta sexta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar o período em que ficou preso em Curitiba (PR) e aproveitou um evento em Salvador (BA) para ironizar o uso de tornozeleira eletrônica, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao relembrar sua passagem pela prisão, Lula afirmou que recusou a possibilidade de cumprir pena em casa com monitoramento eletrônico, alegando que a decisão foi tomada por dignidade.
Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Durante o discurso, o presidente contou que foi pressionado a aceitar um acordo para deixar a cadeia e cumprir restrições em regime domiciliar, mas disse ter recusado a proposta.
Segundo ele, a alternativa apresentada previa que deixasse a prisão com uso de tornozeleira eletrônica, algo que afirma não ter aceitado por entender que isso feriria sua dignidade pessoal e política.
Quando fui preso, queriam que eu fizesse um acordo para ir para casa ficar de tornozeleira. Eu disse: “Não vou fazer acordo. Eu não troco a minha dignidade pela minha liberdade”. Eu não coloco tornozeleira porque eu não sou pombo-correio, e minha casa não é prisão – declarou.
Lula discursou diante de apoiadores durante a entrega de equipamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS), dentro do programa Novo PAC Saúde. O pacote contemplou ambulâncias do Samu, itens para unidades de saúde e investimentos que somam R$ 345 milhões na Bahia.
A referência à tornozeleira foi interpretada como uma alfinetada ao pedido da defesa de Jair Bolsonaro, que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e tenta obter prisão domiciliar. A comparação com “pombo-correio” já havia sido usada por Lula em outras ocasiões para criticar o uso do equipamento por adversários políticos.