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Portugal volta às urnas neste domingo (8) para definir quem será o próximo presidente da República, em uma eleição marcada pela situação de calamidade provocada pela tempestade Marta. Pela primeira vez em quatro décadas, o país realiza um 2º turno presidencial, colocando frente a frente António José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, do Chega.
António José Seguro e André Ventura duelam pela Presidência de Portugal.
Foto: (Fotos: Reprodução/Facebook)
Os cerca de 11 milhões de eleitores foram chamados pelo atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, a aproveitar a trégua do mau tempo para exercer o direito de voto, depois de a tempestade deixar cerca de 100 mil pessoas sem energia elétrica. Em localidades como a cidade de Pombal, moradores chegaram a ficar até dez dias sem luz, desde a passagem da tempestade Kristin.
Ao menos 0,3% do eleitorado foi afetado por adiamentos e transferências de sessões de voto, em função das condições climáticas. Mais de 36 mil cidadãos tiveram o exercício do voto postergado, em razão do mau tempo.
António José Seguro, de 63 anos, terminou o 1º turno, realizado em 18 de janeiro, na frente, com mais de 31% dos votos, e chega à reta final apontado como favorito. Pesquisa do instituto Pitagórica indica o candidato com 56,7% das intenções de voto.
Na sexta-feira (6), último dia de campanha, Seguro reforçou o apelo à participação dos eleitores:
É tempo de acreditar no país, proteger a liberdade e escolher o futuro. Um gesto simples faz a diferença: votar. António José Seguro
André Ventura, de 43 anos, obteve 23,5% dos votos no 1º turno e aparece com 26,9% das intenções de voto na pesquisa divulgada na véspera da eleição. Entre os entrevistados pelo instituto Pitagórica, 9% declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 7,4% disseram ainda não saber em quem votar.
Ventura encerrou a campanha evocando o impacto das tempestades sobre o país e a reação dos portugueses.
O 1º turno registou a maior participação eleitoral em uma eleição presidencial em Portugal nos últimos 15 anos, com 52% dos eleitores comparecendo às urnas, cenário que reforça a expectativa por uma decisão disputada em meio à crise climática que atinge o país.