Professora de direito é morta a facadas dentro de sala de aula em Porto Velho

Segundo a Polícia Civil, um aluno de 41 anos esperou o fim da aula, pediu um abraço e atacou Juliana Mattos Lima Santiago; ele foi preso em flagrante e a motivação será investigada.

08/02/2026 às 14:01 por Redação Plox

A professora Juliana Mattos Lima Santiago, que lecionava no curso de direito do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), foi morta a facadas dentro de sala de aula na noite desta sexta-feira (6/2). Segundo a Polícia Civil, um aluno de 41 anos esperou o fim da aula, pediu um abraço e a atacou quando ela se aproximou.

Juliana Mattos Lima Santiago era escrivã da polícia e dava aulas em curso de direito

Juliana Mattos Lima Santiago era escrivã da polícia e dava aulas em curso de direito

Foto: crédito: Reprodução/Redes sociais


O homem foi preso em flagrante sob suspeita de homicídio e está à disposição da Justiça. A identidade dele não foi divulgada, e a reportagem não conseguiu localizar a defesa.

Juliana também era escrivã de polícia e conciliava o trabalho na corporação com a docência em direito. Ela fazia mestrado e era descrita por colegas como uma profissional dedicada e muito próxima dos alunos.

Ataque dentro da sala de aula

A Polícia Civil informou que o ataque ocorreu entre 21h e 22h, dentro da própria classe, ao fim da aula. A motivação do crime ainda será investigada pelas autoridades, que apuram o contexto do relacionamento entre o aluno e a professora.

O caso chocou a comunidade acadêmica de Porto Velho e reacendeu o debate sobre segurança em instituições de ensino superior.

Luto institucional e despedida

A faculdade decretou luto institucional de três dias, até segunda-feira (9/2), período em que as atividades acadêmicas permanecerão suspensas. O Grupo Aparício Carvalho se responsabilizou pelas despesas do velório, pelo traslado do corpo para Salvador, onde vive a família de Juliana, e pela cerimônia de despedida, a pedido dos parentes.

Em nota divulgada nas redes sociais, a direção do centro universitário manifestou pesar e destacou a trajetória da professora, ressaltando seu compromisso com a formação jurídica e com a educação.

Revolta e críticas à segurança

A publicação da nota de pesar no Instagram da instituição gerou uma série de comentários de alunos e ex-alunos, muitos deles questionando as condições de segurança no campus. Usuários mencionaram falhas em sistemas de controle de acesso, ausência de detectores de metal e problemas de iluminação em áreas internas e estacionamentos.

Para representantes do grupo educacional, as manifestações nas redes sociais ocorreram em um momento de forte comoção. A direção afirma que a instituição funciona há 28 anos e que nunca havia registrado um episódio semelhante dentro das dependências. Segundo o grupo, há seguranças em diferentes pontos da faculdade, câmeras de monitoramento e circulação constante de viaturas policiais na região.

A presença de policiais civis e militares entre alunos e professores também foi citada pela administração como parte da estrutura de segurança. A direção sustenta que, ainda assim, o crime não poderia ter sido completamente evitado, já que o agressor levou uma faca para a aula.

Revisão de protocolos

Diante do ataque, o grupo educacional afirmou que irá revisar protocolos internos e mapear “pontos cegos” do campus, com a promessa de ampliar o número de câmeras e reforçar o sistema de vigilância.

A instituição informou ainda que está oferecendo apoio à família de Juliana e à comunidade acadêmica, afetada pela morte da professora dentro do ambiente de ensino.

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