Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
Rodrigo Castanheira estava internado na UTI em Águas Claras com traumatismo craniano e não resistiu; Pedro Arthur Turra Basso teve a prisão preventiva decretada
A professora Juliana Mattos Lima Santiago, que lecionava no curso de direito do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), foi morta a facadas dentro de sala de aula na noite desta sexta-feira (6/2). Segundo a Polícia Civil, um aluno de 41 anos esperou o fim da aula, pediu um abraço e a atacou quando ela se aproximou.
Juliana Mattos Lima Santiago era escrivã da polícia e dava aulas em curso de direito
Foto: crédito: Reprodução/Redes sociais
O homem foi preso em flagrante sob suspeita de homicídio e está à disposição da Justiça. A identidade dele não foi divulgada, e a reportagem não conseguiu localizar a defesa.
Juliana também era escrivã de polícia e conciliava o trabalho na corporação com a docência em direito. Ela fazia mestrado e era descrita por colegas como uma profissional dedicada e muito próxima dos alunos.
A Polícia Civil informou que o ataque ocorreu entre 21h e 22h, dentro da própria classe, ao fim da aula. A motivação do crime ainda será investigada pelas autoridades, que apuram o contexto do relacionamento entre o aluno e a professora.
O caso chocou a comunidade acadêmica de Porto Velho e reacendeu o debate sobre segurança em instituições de ensino superior.
A faculdade decretou luto institucional de três dias, até segunda-feira (9/2), período em que as atividades acadêmicas permanecerão suspensas. O Grupo Aparício Carvalho se responsabilizou pelas despesas do velório, pelo traslado do corpo para Salvador, onde vive a família de Juliana, e pela cerimônia de despedida, a pedido dos parentes.
Em nota divulgada nas redes sociais, a direção do centro universitário manifestou pesar e destacou a trajetória da professora, ressaltando seu compromisso com a formação jurídica e com a educação.
A publicação da nota de pesar no Instagram da instituição gerou uma série de comentários de alunos e ex-alunos, muitos deles questionando as condições de segurança no campus. Usuários mencionaram falhas em sistemas de controle de acesso, ausência de detectores de metal e problemas de iluminação em áreas internas e estacionamentos.
Para representantes do grupo educacional, as manifestações nas redes sociais ocorreram em um momento de forte comoção. A direção afirma que a instituição funciona há 28 anos e que nunca havia registrado um episódio semelhante dentro das dependências. Segundo o grupo, há seguranças em diferentes pontos da faculdade, câmeras de monitoramento e circulação constante de viaturas policiais na região.
A presença de policiais civis e militares entre alunos e professores também foi citada pela administração como parte da estrutura de segurança. A direção sustenta que, ainda assim, o crime não poderia ter sido completamente evitado, já que o agressor levou uma faca para a aula.
Diante do ataque, o grupo educacional afirmou que irá revisar protocolos internos e mapear “pontos cegos” do campus, com a promessa de ampliar o número de câmeras e reforçar o sistema de vigilância.
A instituição informou ainda que está oferecendo apoio à família de Juliana e à comunidade acadêmica, afetada pela morte da professora dentro do ambiente de ensino.