Onda roxa: proibido retirada no balcão; supermercados têm horário estendido

A restrição vale para o período de 20 às 5h em todos os dias

Por Plox

08/04/2021 11h46 - Atualizado há 14 dias

Em reunião realizada nessa quarta-feira (7), o Comitê Extraordinário da Covid-19 de Minas Gerais decidiu proibir a retirada de produtos em balcão de serviços que são considerados não essenciais. Essa restrição será entre o horário de 20h às 5h. 

“Para compensar o fim da restrição de circulação de pessoas e a proibição de reuniões familiares, a norma que prevê medidas mais rígidas durante a onda roxa passa a proibir a retirada em balcão em todo o comércio não essencial, das 20h às 5h. Assim, estabelecimentos como bares e restaurantes só poderão funcionar em formato de delivery neste horário”, diz parte do texto publicado pelo Governo.

Foto:  Rovena Rosa/ Agência Brasil/Divulgação

 

Supermercados e padarias, por outro lado, terão o horário de funcionamento ampliado até às 22h, para reduzir a circulação de pessoas no pico. 

Foto: Emmanuel Franco/divulgação

 

Conforme o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, o objetivo das medidas é evitar aglomerações.

“As mudanças não terão impacto na efetividade da onda roxa, porque a restrição de circulação de forma isolada não tem impacto direto. O que realmente queremos é evitar aglomerações. Por isso a decisão de fazer com que serviços não essenciais, principalmente bares, não vendam produtos em balcão para evitar concentração de pessoas na porta. Também recomendamos cuidado até mesmo durante uma reunião familiar, em função do risco de contágio”, esclareceu.

Ele também ressaltou que a taxa de isolamento cresceu após a implantação da onda roxa no estado e que, apesar do aumento no número de óbitos, as restrições já se refletem em queda na incidência da covid-19.

“Conseguimos uma taxa de isolamento crescente desde a semana 11, quando a onda roxa foi implementada em todo o estado. Mesmo assim, é um pouco lenta a queda na incidência, mas nos locais em que foi implementada primeiro temos tido sucesso. Os óbitos ainda estão subindo, mas isso não significa que estamos caminhando para a piora. O óbito é o último indicador a subir e reflete o colapso que vivenciamos em março e começo de abril. A tendência importante é o número de casos novos, incidência e ocupação. Já sentimos melhora nesses indicadores”, afirmou.

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