Desembargador pede vista e julgamento de Moro é suspenso mais uma vez no TRE-PR

Interrompido processo pode decidir sobre a permanência de Moro no Senado

Por Plox

08/04/2024 17h37 - Atualizado há cerca de 2 meses

O julgamento crucial para o futuro político do senador Sergio Moro, vinculado ao União-PR e conhecido por sua atuação como juiz na Operação Lava Jato, foi temporariamente suspenso pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná nesta segunda-feira, dia 8. A pausa no processo veio após o desembargador Julio Jacob Junior solicitar mais tempo para análise, prometendo a retomada das deliberações já na terça-feira, dia 9.

Foto: Isac Nóbrega/PR

Desdobramentos até o momento

  • Placar Atual: A contagem dos votos até agora mostra uma tendência contra a cassação de Moro, com um placar de 3 a 1. Os desembargadores Luciano Carrasco Falavinha Souza, Claudia Cristina Cristofani e Guilherme Frederico Hernandes Denz manifestaram-se contra a cassação, enquanto José Rodrigo Sade votou a favor.
  • Implicações de uma Cassação: Caso Moro seja cassado, ele não será imediatamente afastado, pois sua defesa tem o direito de apelar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma confirmação da cassação pelo TSE levaria à convocação de novas eleições no Paraná para substituir Moro, além de torná-lo inelegível por oito anos.

Contexto das Eleições e Acusações

No final de 2021, Moro, então no Podemos, iniciou atividades de pré-candidatura à Presidência da República, o que levou a acusações de "desvantagem ilícita" aos demais candidatos ao Senado devido a "altos investimentos financeiros" antes de sua candidatura pelo União. Segundo a acusação, cerca de R$ 2 milhões do Fundo Partidário foram empregados em seu evento de filiação e outras atividades de promoção. O PL e o PT apresentaram alegações de gastos irregulares que, somados, ultrapassam R$ 28 milhões.

Defesa de Moro

A defesa do senador argumenta pela legalidade de suas ações durante a pré-campanha, refutando alegações de campanha antecipada e uso indevido de recursos. Gustavo Guedes, advogado de Moro, ressalta que a eleição de Moro no Paraná não foi resultado de uma pré-campanha intensificada, contrariamente ao que acusam os partidos.

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