Elon Musk desafia Alexandre de Moraes para debate público sobre liberdade de expressão

Convite para diálogo surge após controvérsias sobre restrições na rede social X

Por Plox

08/04/2024 16h41 - Atualizado há cerca de 1 mês

Elon Musk, o magnata à frente da rede social X (anteriormente conhecida como Twitter), propôs um encontro aberto com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira. A proposta de Musk é discutir as solicitações de restrição impostas pela Corte a determinadas contas na plataforma. "Este é o cerne do problema. O que você diz @Alexandre? Vamos debater isso abertamente", postou Musk em seu perfil, ampliando um diálogo prévio sobre as exigências feitas por Moraes.

Foto: reprodução

A iniciativa de Musk vem na esteira de uma série de confrontos com o judiciário brasileiro, nos quais ele expressou resistência em acatar decisões do STF e criticou Moraes, acusando-o de "censura" e "traição à Constituição". O empresário chegou a sugerir um impeachment do ministro em suas declarações públicas.

Contexto de tensão entre Musk e o STF

A controvérsia ganhou novos contornos quando Musk ameaçou ignorar determinações da Suprema Corte e realizou ataques diretos ao ministro Moraes. Em suas mensagens, Musk não só questionou a liberdade de expressão no Brasil mas também acusou Moraes de violar princípios constitucionais, chegando a defender o afastamento do ministro do STF.

Investigações e implicações legais

O agravamento dessa disputa resultou na inclusão do nome de Musk em um inquérito que apura a atuação de milícias digitais, segundo o próprio empresário revelou. Musk detalhou que a X foi pressionada a desativar contas de figuras políticas e jornalistas, sob ameaça de penalidades financeiras, sem poder atribuir as ações às ordens de Moraes. "Estávamos recebendo demandas deste juiz Alexandre – este é o nome dele no Twitter, @Alexandre – para suspender contas imediatamente... e dissemos ‘não’", compartilhou Musk, destacando a resistência da plataforma em cumprir tais solicitações sem transparência quanto à origem das ordens.

Destaques