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A montagem do palanque que defenderá o nome de Lula no Rio Grande do Sul abriu uma crise interna no PT. A disputa sobre as alianças no estado colocou em lados opostos o diretório estadual e a direção nacional do partido. Enquanto a cúpula tenta levar a legenda a apoiar a pré-candidata do PDT ao Palácio Piratini, Juliana Brizola, lideranças locais lançaram o nome do ex-presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, na corrida pelo governo gaúcho.
Entre os que resistem à orientação nacional estão nomes históricos da sigla, como os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro. A crise começou a se desenhar no início deste ano, quando Lula recebeu no Palácio do Planalto a neta de Leonel Brizola, levada pelo ex-ministro Carlos Luppi (Trabalho).
Crise no PT: o que pode acontecer com a aliança de apoio a Lula no Rio Grande do Sul
Foto: crédito: Foto: Anderson Barbosa/PT Brasil
O PDT exige a cabeça de chapa em nome da coligação nacional de apoio à reeleição do presidente. Sem entendimento entre os dois partidos no estado, o impasse estourou nesta terça-feira, 7, após reunião do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) do PT. O grupo recomendou que “a tática política no estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura” e determinou “a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola”.
Edegar Pretto foi avisado do encaminhamento pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, mas não aceitou de imediato. Ele pediu a convocação do diretório estadual — instância que articulou os apoios ao seu nome — para avaliar se a orientação será acatada.
A reunião está prevista para o próximo sábado, 11. A ideia, segundo a avaliação de dirigentes locais, é levar a Porto Alegre o maior número possível de apoiadores espalhados por municípios gaúchos, em um encontro que pode se transformar em manifesto contra a direção nacional.
A candidatura de Pretto foi acordada entre o PT e um conjunto de partidos de esquerda no estado. No palanque acertado estavam a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL), pré-candidata ao Senado, o ex-deputado Beto Albuquerque, que comanda o PSB no estado, além de representantes do PCdoB, PV e Rede.
Se a intervenção se concretizar e a candidatura de Pretto for descartada, o PSOL já decidiu que não apoiará Juliana Brizola e lançará como candidato o advogado Pedro Ruas.
“Agora, esse grupo é o que está com Edegar”
Beto Albuquerque
Beto Albuquerque, que tirou o partido do governo de Eduardo Leite há um mês para entrar no projeto com o PT, disse ao PlatôBR que ficará onde houver o maior grupo político de apoio a Lula e de oposição ao candidato apoiado por Leite ou ao bolsonarismo. Ele também reconheceu o impacto de uma possível intervenção, afirmando que isso não deveria ocorrer depois de “tudo construído” e que poderia ter sido feito no ano passado.
Segundo ele, o PSB está no apoio a Pretto e, neste momento, resta aguardar que o PT se resolva.
Na segunda-feira, 6, véspera da reunião do GTE, Edegar Pretto realizou um ato político com apoio de seis partidos, lançando seu nome para o governo do estado. O evento teve tom de protesto diante da possibilidade de intervenção da direção nacional na condução estadual.
Petistas como Olívio Dutra, Raul Pont, Tarso Genro e Ary Vanazzy, entre outros, discursaram em resistência à imposição.
O PlatôBR procurou contato com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, mas não houve retorno às ligações. O espaço segue aberto.