Polícia indicia marido e filhas por morte de servidora pública achada em rio no Tocantins

Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, desapareceu após o Natal de 2025 e foi encontrada no dia 1º de janeiro de 2026 no Rio Santa Tereza, em Peixe; investigação cita conflito familiar como possível motivação

08/04/2026 às 08:28 por Redação Plox

A Polícia Civil detalhou a investigação sobre a morte da servidora pública e empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, no interior do Tocantins. A apuração resultou no indiciamento das filhas Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, além do marido da vítima, José Roberto Ribeiro. O caso ocorreu no município de Peixe.

Reprodução

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Corpo foi encontrado no Rio Santa Tereza

Deise desapareceu logo após o Natal de 2025. O corpo dela foi localizado no dia 1º de janeiro de 2026, boiando no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe.

Segundo a investigação, em 26 de dezembro de 2025 a empresária teria sido levada para uma área rural próxima à Vila Quixaba, onde teria sido morta com diversos golpes de faca. Em seguida, o corpo teria sido jogado no rio. O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil do Tocantins, com apoio da Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Gurupi.

Polícia diz que crime foi planejado e aponta possível motivação

A Polícia Civil afirma que o assassinato teria sido planejado. De acordo com a apuração, as suspeitas chegaram a comprar um celular em nome da mãe, que teria sido usado para enviar mensagens a familiares e simular que Deise havia saído de casa por vontade própria. *

Conforme a investigação, a família vivia conflitos relacionados à administração de uma fábrica de rodos, da qual as filhas dependiam. A polícia aponta que a mãe teria sido vista como um obstáculo para que elas assumissem o controle. Um dos atritos mencionados ocorreu após o pai entregar um cartão para que uma das filhas utilizasse — atitude que não teria sido aprovada pela empresária. Com a morte, elas poderiam assumir maior controle sobre a empresa da família.

Defesa afirma haver “lacunas” na investigação

Em nota, a defesa de Déborah, Roberta e José Roberto informou ter recebido o relatório final da polícia com serenidade, mas sustentou que há lacunas importantes na investigação. Os advogados alegam que a narrativa policial carece de provas técnicas em alguns pontos e dizem que irão contestar as conclusões no processo judicial.

A defesa também declarou que a própria autoridade policial teria reconhecido não haver elementos suficientes para ligar diretamente José Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. Segundo os advogados, o indiciamento dele se baseia apenas na suposta exclusão de mensagens digitais após o crime. O caso foi encaminhado à Justiça e será analisado pelo Ministério Público do Tocantins.

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