PF e Anvisa deflagram operação contra medicamentos ilegais para emagrecimento

Ação mira importação irregular, produção clandestina, falsificação e comércio de substâncias injetáveis, com foco em semaglutida e tirzepatida

08/04/2026 às 09:38 por Redação Plox

Com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7/4), a Operação Heavy Pen. A ação tem como objetivo reprimir a entrada irregular no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento.

Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e realizadas 24 ações de fiscalização nos estados do Acre, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

As ações se concentram especialmente em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade.

As ações se concentram especialmente em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade.

Foto: Divulgação


Alvo é cadeia ilícita e riscos sanitários

Segundo as informações divulgadas, a operação mira grupos envolvidos em diferentes etapas da cadeia ilegal desses produtos — da importação fraudulenta à distribuição e comercialização irregular de substâncias de uso injetável, prática associada a sérios riscos sanitários.

Fiscalização inclui semaglutida, tirzepatida e substâncias sem autorização

As ações se concentram especialmente em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade. Também entram no foco substâncias correlatas, como a retatrutida, que, conforme o texto, ainda não tem autorização para comercialização no Brasil.

Alvos incluem laboratórios, clínicas e empresas fora da regulação

Durante as diligências, equipes também fiscalizam estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

Material coletado deve reforçar investigações

Os elementos reunidos durante a operação vão subsidiar investigações em curso. As condutas apuradas podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e à comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.

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