Prêmio do Fundo Amazônia vai destinar R$ 50 mil a iniciativas de indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais

Edital do BNDES e do Ministério do Meio Ambiente prevê selecionar 50 ações de proteção territorial e da floresta na Amazônia Legal, com inscrições abertas até 6 de julho de 2026

08/04/2026 às 17:40 por Redação Plox

O Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que atuem na proteção dos territórios e da floresta na Amazônia Legal. A iniciativa é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Cada proposta escolhida receberá R$ 50 mil. A previsão é premiar 50 iniciativas, sendo 15 conduzidas por organizações indígenas, 15 por organizações quilombolas e 20 por organizações de outros segmentos tradicionais. Ao todo, o investimento estimado é de R$ 2,5 milhões.


Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas que atuam na proteção dos territórios e da floresta na Amazônia Legal.

Foto: Fábio Rodrigues / Pozzebom / Agência Brasil


Reconhecimento aos guardiões da Amazônia

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, avalia que o prêmio marca uma nova etapa na atuação do Fundo Amazônia, com apoio direto às iniciativas lideradas por povos e comunidades que já têm papel central na conservação da floresta.

Desde 2023, o fundo ampliou sua presença nos territórios e passa agora a apoiar diretamente iniciativas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que já desempenham papel central na proteção da floresta

Tereza Campello

Segundo a diretora da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), Claudia Regina Sala de Pinho, a premiação também busca valorizar a diversidade dos povos da Amazônia ao destacar modos de vida e práticas historicamente construídas, associadas à proteção do bioma.

O coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Toya Manchineri, ressaltou que há diversas ações em curso nos territórios, como monitoramento, preservação, restauração, manejo e planos de vida, com impacto que vai além das terras indígenas.

Inscrições vão até 6 de julho de 2026

As inscrições estão abertas até 6 de julho de 2026 e devem ser feitas por meio de edital público, com orientações disponíveis nos canais oficiais do Fundo Amazônia.

Podem concorrer diferentes formatos de atuação, desde que sejam experiências já realizadas e com resultados concretos no território. As propostas precisam apresentar uma base territorial identificável, permitindo compreender a contribuição para a proteção dos territórios e da floresta.

Que tipo de iniciativa pode concorrer

Entre as ações que podem ser consideradas estão iniciativas de vigilância e monitoramento territorial e ambiental, restauração ecológica e preservação da biodiversidade, organização social, formação e práticas culturais voltadas à gestão territorial, adaptação climática e segurança alimentar, manejo integrado do fogo e prevenção de incêndios florestais, elaboração e implementação de instrumentos de gestão territorial e ambiental, além de ações ligadas à regularização fundiária.

Como será o processo de seleção

O processo terá duas etapas. Na primeira, o BNDES fará a verificação das informações, da anuência coletiva e da regularidade das propostas. Depois, as iniciativas seguirão para uma análise qualitativa conduzida por três comissões de seleção — uma para cada categoria (indígena, quilombola e demais povos e comunidades tradicionais).

Participam dessas comissões a Coiab, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede PCTs), além de representantes do governo federal (Ministério dos Povos Indígenas, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério da Igualdade Racial) e dos estados da Amazônia Legal.

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