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Os preços internacionais do petróleo registravam forte queda na manhã desta quarta-feira (8/4), em meio ao alívio do mercado após a decretação de um cessar-fogo de duas semanas no conflito entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio.
Por volta das 8h (horário de Brasília), o contrato futuro do barril do tipo WTI, com vencimento em maio e referência para o mercado norte-americano, caía 16,15% e era negociado a US$ 94,71. No mesmo horário, o contrato futuro do Brent, para junho e referência internacional, recuava 14,11%, a US$ 93,85.
Na véspera, antes do anúncio da interrupção dos ataques entre norte-americanos e iranianos e do início da liberação do Estreito de Ormuz, o barril do WTI chegou a bater US$ 116.
Imagem ilustrativa.
Foto: Freepik.
Localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, o Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia. A rota concentra cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL), o que a torna crucial para a economia global.
Na noite de terça-feira (7/4), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão de bombardeios e ataques contra o Irã por um período de duas semanas, após conversas com autoridades do Paquistão. Segundo Trump, a decisão ocorreu depois de conversas com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e o chefe do Exército do país, Asim Munir, que pediram a interrupção imediata das ações militares.
O cessar-fogo, descrito por Trump como bilateral, está condicionado à reabertura “completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo bilateral
Donald Trump
De acordo com o presidente dos EUA, Washington teria recebido uma proposta de dez pontos do Irã, considerada uma “base viável” para um acordo mais amplo.
O Irã afirmou, por meio do Conselho Supremo de Segurança Nacional, que os EUA sofreram uma “derrota inegável, histórica e esmagadora” no contexto do conflito recente entre os dois países e aliados no Oriente Médio. A declaração, em tom celebratório e ideológico, sustenta que Teerã teria alcançado vantagem estratégica após semanas de confrontos, além de consolidar apoio interno e entre grupos alinhados ao chamado “eixo da resistência”.
O comunicado também diz que a combinação de ações militares e diplomáticas teria levado Washington a considerar um cessar-fogo e negociações em termos favoráveis ao Irã. Ainda segundo a nota, qualquer avanço rumo à trégua dependeria da interrupção total dos ataques ao território iraniano. O texto afirma que as forças do país suspenderiam operações “defensivas” caso as ofensivas externas cessassem, sinalizando uma abertura condicionada ao cessar-fogo.
O acordo de cessar-fogo temporário também incluiria o Líbano, que foi alvo de ataques durante o conflito. A informação foi atribuída ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações.
Em comunicado nas redes sociais, Sharif afirmou que as partes concordaram com uma trégua imediata “em todos os lugares”, incluindo o território libanês e outras frentes do conflito. Segundo ele, a medida ocorre em meio à escalada regional que envolve também aliados e grupos armados na região. Sharif também celebrou o entendimento e agradeceu às lideranças de ambos os países, mencionando o que chamou de postura “sábia” e construtiva para avançar rumo à paz.