Bolsa cai 2,38% com pressão de balanços e incerteza geopolítica; dólar fica estável a R$ 4,92
Ibovespa recuou aos 183.218 pontos, com destaque para as quedas de Bradesco e Petrobras; mercado operou em cautela diante das negociações entre Irã e EUA e com o Brent perto de US$ 100.
08/05/2026 às 08:16por Redação Plox
08/05/2026 às 08:16
— por Redação Plox
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O dólar fechou perto da estabilidade nesta quinta-feira (7/5), com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,92. No mercado de ações, a Bolsa de Valores brasileira terminou o dia em queda de 2,38%, aos 183.218 pontos, pressionada por balanços — com destaque para o Bradesco — e pelas incertezas em torno das negociações entre Irã e EUA.
Câmbio segue em ambiente de cautela
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a moeda norte-americana operou em um cenário ainda marcado por cautela e baixa convicção. A expectativa crescente de um acordo entre EUA e Irã e o petróleo Brent próximo de US$ 100 ajudaram a reduzir parte das preocupações mais agudas do mercado, embora o impasse geopolítico permaneça sem uma solução definitiva.
Dólar fecho a R$ 4,92 nesta quinta
Foto: Pexels
Ao longo da sessão, o câmbio permaneceu em faixa estreita, refletindo ajustes pontuais após as fortes perdas recentes da moeda americana frente ao real e um mercado em compasso de espera por novidades nas negociações no Oriente Médio. No radar local, a reunião entre Lula e Trump também contribuiu para um ambiente de menor volume e postura mais defensiva dos investidores
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad
Ibovespa cai com Bradesco e Petrobras
Ao longo do pregão, as ações do Bradesco e da Petrobras pesaram sobre o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro. Os papéis preferenciais — que dão prioridade no recebimento de dividendos — do banco e da estatal encerraram com quedas de 4,25% e 2,26%, respectivamente.
O desempenho da Petrobras acompanhou a volatilidade dos preços do petróleo, que chegaram a cair 5,10% na mínima do dia. Já no caso do banco, o balanço do primeiro trimestre, apesar de registrar lucro de R$ 6,8 bi, gerou pontos de atenção, segundo avaliação citada em relatório da XP.
Reunião entre Lula e Trump entra no radar do mercado
Na sessão doméstica, analistas também acompanharam o encontro entre Lula (PT) e o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca. A reunião durou quase três horas.
Trump informou em sua rede social que a conversa com “o presidente muito dinâmico do Brasil” correu “muito bem”. Segundo ele, os líderes discutiram “diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, e acrescentou que representantes dos dois países têm reuniões agendadas para tratar de pontos-chave, com outras rodadas previstas para os próximos meses, se necessário.
De acordo com o texto, Lula levou duas demandas principais para o encontro: apresentar um acordo para combater o crime organizado e discutir questões relacionadas a tarifas.