Lula volta ao Brasil após reunião de três horas com Trump na Casa Branca

Após agenda oficial em Washington, presidente disse que o Pix não foi tema do encontro e afirmou ter defendido a soberania brasileira sobre minerais críticos e terras raras.

08/05/2026 às 08:38 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna ao Brasil nesta sexta-feira (8), após concluir uma agenda oficial em Washington, nos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca.

O encontro entre os dois chefes de Estado durou cerca de três horas e incluiu um almoço reservado. Depois da reunião, Lula deu entrevista à imprensa brasileira e estrangeira para comentar os principais assuntos da conversa.

Lula e Trump posaram para fotos na Casa Branca, em Washington. •

Lula e Trump posaram para fotos na Casa Branca, em Washington. •

Foto: Ricardo Stuckert / PR.


Pix não entrou na pauta, diz Lula

Uma das expectativas em torno do encontro era a possibilidade de os Estados Unidos levantarem questionamentos sobre o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central brasileiro. Lula relatou, em tom descontraído, que levou o ministro da Fazenda, Dário Durigan, preparado para responder eventuais dúvidas do presidente americano, mas disse que o tema não foi abordado.

Ele não tocou no assunto e eu também não toquei Lula

O presidente ainda brincou ao afirmar que espera que Trump, “um dia”, faça um Pix.

Minerais críticos: presidente cita defesa de soberania

Lula afirmou que defendeu, durante a conversa, a soberania brasileira sobre os chamados minerais críticos e terras raras, recursos considerados estratégicos e que despertam interesse internacional, especialmente dos Estados Unidos.

Segundo o presidente, o Brasil está aberto a negociar com empresas de diferentes países, sem preferência específica, e disse que apontou essa disposição diretamente a Trump.

Clima descontraído e conversa sobre a Copa do Mundo

Na entrevista, Lula também relatou uma troca de comentários sobre futebol. De acordo com ele, Trump perguntou sobre as chances da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, que começa no próximo mês.

Lula respondeu que acredita no título e afirmou ter brincado ao pedir que os Estados Unidos não dificultem a entrada dos jogadores no país.

Facções e combate ao narcotráfico

O presidente disse ainda que a classificação de facções criminosas não foi tema da reunião. Ao comentar o enfrentamento ao narcotráfico, Lula defendeu que a estratégia não pode se limitar à repressão policial e que é necessário oferecer alternativas econômicas aos países produtores de drogas na América Latina.

Na entrevista, Lula também afirmou não acreditar em qualquer tentativa de interferência de Trump nas eleições brasileiras.

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