No Brasil, 19,4 milhões de pessoas recebem rendimento de programas sociais do governo — o equivalente a 9,1% da população residente.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Rendimento de Todas as Fontes 2025, divulgada nesta sexta-feira (8/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Programas sociais são a terceira fonte de renda mais comum
Com de beneficiários, a renda vinda de programas sociais do governo se consolida como a terceira fonte de rendimento mais comum no país, atrás apenas dos valores obtidos com o trabalho e com aposentadoria e pensão.
De 2024 para 2025, a proporção de pessoas com renda proveniente de programas sociais teve leve recuo, de 9,2% para 9,1%. Ainda assim, na comparação com 2019, houve crescimento: o percentual passou de 6,3% para 9,2%.
Rendimento médio dos programas sociais tem pequena queda
Entre 2024 e 2025, o rendimento médio mensal real relacionado a programas sociais do governo caiu de R$ 875 para R$ 870. Em 2019, esse valor era de R$ 508.
Mais de dois terços da população têm alguma fonte de renda
O levantamento mostra que 67,2% da população residente no Brasil tem alguma fonte de renda, o que corresponde a 143 milhões de pessoas.
Depois do trabalho, a renda de aposentadoria e pensão aparece como a segunda fonte mais comum, alcançando 13,8% da população residente — cerca de 29,3 milhões.
Esse percentual vem avançando ao longo dos anos: era de 13,1% em 2019, passou para 13,5% em 2024 e agora chega a 13,8%. O IBGE avalia que a progressão tem sido lenta, já que, em 2012, esse contingente representava 11,7% dos residentes.
Renda média mensal bate recorde em 2025
Em 2025, a renda média mensal da população residente, considerando todas as fontes, chegou a R$ 3.367, recorde na série histórica. O resultado veio após alta de 5,4% em relação a 2024 e de 8,6% na comparação com 2019.
Quando é observada apenas a renda relacionada a todos os trabalhos, o valor mensal sobe para R$ 3.560, montante 5,7% maior do que o verificado em 2024 e 11,1% superior ao de 2019.