Hospital Márcio Cunha faz 1ª ablação por radiofrequência de nódulos tireoidianos no Leste de Minas

Procedimento minimamente invasivo foi realizado em Ipatinga em um paciente de 46 anos, com alta no mesmo dia, e é apontado como alternativa à cirurgia convencional.

08/05/2026 às 09:22 por Redação Plox

O Hospital Márcio Cunha (HMC) realizou, na última semana, mais um procedimento inédito no Leste de Minas Gerais: a ablação por radiofrequência de nódulos tireoidianos. A técnica minimamente invasiva foi conduzida pelo cirurgião de cabeça e pescoço do HMC, Dr. Clineu Gaspar Júnior, e equipe, em um paciente de 46 anos, morador de Ipatinga, que apresentava alteração na glândula tireoide.

Release - Hospital Márcio Cunha realiza primeira ablação por radiofrequência de nódulos tireoidianos do Leste de Minas

Foto: Divulgação

O procedimento é apontado como um avanço para a medicina regional por oferecer uma alternativa moderna ao tratamento cirúrgico convencional. A técnica ainda não integra o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, segundo o hospital, foi viabilizada por meio de parceria entre o Hospital Márcio Cunha e empresas privadas.

Equipe e parceria viabilizaram o procedimento

Além do Dr. Clineu Gaspar Júnior, a ablação contou com a participação da equipe de técnicos da Intensivemed, empresa parceira e fornecedora do material, do anestesiologista Dr. Yuri Ferreira, dos residentes em cirurgia geral Dr. Antonino Martins Neto e Dra. Ana Luiza Nunes, dos enfermeiros Ramon Diego e Sandra Helena, e da instrumentadora Verônica Oliveira.

Como funciona a ablação por radiofrequência

A ablação por radiofrequência é utilizada em diversos países e tem ganhado espaço em centros especializados do Brasil. O método consiste na introdução de uma agulha guiada por ultrassom diretamente no nódulo da tireoide. A partir dela, ondas de radiofrequência promovem o aquecimento e a destruição gradual do tecido alterado.

O procedimento é realizado de forma minimamente invasiva, guiado por ultrassom, sem necessidade de cortes ou cirurgia aberta. Através da radiofrequência conseguimos tratar o nódulo de maneira segura e eficaz, promovendo sua destruição gradual. O grande diferencial é que o paciente mantém a função da glândula tireoide, evitando, na maioria das vezes, a necessidade de reposição hormonal

Dr. Clineu Gaspar Júnior

Segundo o especialista, além de ser indicado para nódulos benignos, o tratamento também pode ser utilizado em casos selecionados de tumores malignos. Ele destaca que o procedimento costuma ser rápido, seguro, geralmente dispensa internação hospitalar e tende a proporcionar uma recuperação mais confortável.

Alta no mesmo dia e recuperação rápida

O paciente submetido ao procedimento recebeu alta no mesmo dia e relatou recuperação rápida e ausência de cicatrizes. Para o diretor técnico do Hospital Márcio Cunha, Dr. Alexandre Silva Pinto, a realização reforça o compromisso da instituição com inovação e ampliação do acesso da população regional a tratamentos de alta complexidade, mesmo com a técnica ainda fora do rol da ANS.

Entre os principais benefícios associados à ablação por radiofrequência estão a ausência de cicatrizes, menor risco de complicações, preservação da glândula tireoide, recuperação mais rápida e, na maioria dos casos, a dispensa de internação hospitalar.

Hospital Márcio Cunha

O Hospital Márcio Cunha é um hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. Possui 558 leitos e três unidades, sendo uma exclusiva para o tratamento oncológico. A instituição atende uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades, com serviços em áreas como ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular e oncologia adulto e infantil, entre outras.

No último ano, o HMC registrou cerca de 5.580 partos, aproximadamente 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias e mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III) pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, está classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.

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