MP dá 5 dias para UFMT explicar medidas após denúncia de “lista de mulheres mais estupráveis”

Procedimento administrativo foi instaurado após vazamento de conversa entre alunos de Direito no campus de Cuiabá, com menções explícitas à intenção de cometer abuso sexual; universidade diz ter afastado preventivamente um estudante e aberto PAD.

08/05/2026 às 11:41 por Redação Plox

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) terá cinco dias para esclarecer ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) quais medidas está adotando diante da denúncia de uma suposta “lista de mulheres mais estupráveis”, atribuída a estudantes do curso de Direito no campus de Cuiabá.


Faculdade de Direito—UFMT

Faculdade de Direito—UFMT

Foto: Reprodução


O prazo foi fixado

O prazo foi fixado após o MPMT instaurar, na quarta-feira (6), um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes. A iniciativa ocorreu depois do vazamento de uma conversa entre alunos, na qual, conforme o conteúdo divulgado, há menções explícitas à intenção de cometer abuso sexual contra colegas da turma.

No procedimento

No procedimento, o Ministério Público determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT para que a instituição informe as providências internas relacionadas ao caso. O Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) também deverão encaminhar ao MP, no mesmo prazo, todo o material e documentos que tiverem sobre a denúncia.

Ainda na quarta-feira (6)

Ainda na quarta-feira (6), a UFMT informou que um estudante supostamente envolvido foi afastado preventivamente pela Faculdade de Direito. Ele é calouro do primeiro semestre, e a identidade não foi divulgada.

A universidade também comunicou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos.

A situação ganhou repercussão

A situação ganhou repercussão ao longo da semana e levou a protestos de estudantes do próprio curso na segunda-feira (4). De acordo com o Centro Acadêmico da UFMT, as mensagens teriam circulado em um aplicativo de troca de mensagens e se espalharam rapidamente.

Após a divulgação do caso, alunos do curso espalharam cartazes no local cobrando providências da universidade, em atos de repúdio ao conteúdo das mensagens.

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