Ministro Sergio Moro tira licença do governo para ‘tratar assuntos particulares’

08/07/2019 12:39

Autorização para o afastamento da função foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira

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Entre os dias 15 a 19 de julho, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se ausentará de suas atividades na pasta para “tratar de assuntos particulares”. Como Moro ainda não tem direito a férias, por ter iniciado no ministério a apenas seis meses, ele pediu licença. 

Moro
Moro ainda não tem direito a férias, por isso pegou licença não remunerada- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A autorização para o afastamento da função foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 8 de julho. O documento não traz mais detalhes sobre a licença. Conforme a assessoria do ministério, "pelo fato de ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias”, portanto, a licença é não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

Interlocutores do ministério afirmam que o afastamento por um curto período já estava programado há meses e que não há relação com os supostos vazamentos de conversas entre ele, quando juiz federal, e membros da Operação Lava Jato, divulgados em reportagens de um site.

Ontem, Moro usou seu Twitter para fazer um paralelo entre a operação Lava Jato e a partida final da Copa América, da qual o Brasil saiu vitorioso sobre o Peru por 3 a 1. Para o ministro, apesar da rivalidade entre Brasil e Peru no campo, fora dele, os países ganharam por trabalharem combatendo a corrupção. Ele escreveu: “Brasil e Peru fazem, na Copa América, o clássico da Lava Jato/Caso Odbrecht. Foram os dois países da AL que mais agiram, em processos criminais, contra a corrupção. Houve intensa cooperação do Brasil com o Peru. Os dois países ganharam. Pena que no futebol só um pode ganhar”, disse o ex-magistrado.

Atualizada às 15h06



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