Nico Williams entrega medalha à mãe após ajudar Espanha a conquistar Copa do Mundo
Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
O dólar começou a quarta-feira (8) em alta diante da piora no cenário internacional. Perto das 9h, a moeda norte-americana avançava 0,57%, cotada a R$ 5,1818, enquanto investidores acompanhavam os desdobramentos da nova escalada entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
A tensão voltou ao centro das atenções depois que embarcações comerciais foram atingidas na região, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de energia. Em resposta aos ataques atribuídos ao Irã por autoridades americanas, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra dezenas de alvos militares iranianos, reacendendo o temor de interrupções no transporte de petróleo e de novas retaliações.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: FreePik
O avanço do petróleo reforçou a cautela nos mercados globais. O barril do Brent, referência internacional, subiu forte após a escalada militar, em meio ao receio de que a instabilidade no Oriente Médio pressione os preços de energia e dificulte o controle da inflação nas principais economias.
Além da crise geopolítica, investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O documento deve indicar como os dirigentes avaliaram o cenário econômico e os riscos inflacionários na primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, após a manutenção dos juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
No Brasil, o mercado também monitora os desdobramentos da proposta de tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, discutida no âmbito do Escritório do Representante Comercial dos EUA. Grandes empresas com operação internacional, como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay, enviaram manifestações contra a medida, alegando riscos para cadeias produtivas e para consumidores americanos.
A agenda doméstica tem ainda o IPCA de junho, que será divulgado pelo IBGE na sexta-feira (10). O indicador é considerado decisivo para a leitura sobre inflação no país e pode influenciar as apostas para os próximos passos da política de juros no Brasil.
Na Ásia, o dia foi de perdas em parte relevante dos mercados, com quedas em índices como Nikkei, no Japão, e Kospi, na Coreia do Sul, em meio à aversão ao risco. O cenário externo mais tenso tende a manter dólar, petróleo e juros futuros sob atenção ao longo do pregão desta quarta-feira.