Jair Renan Bolsonaro pode ser destituído de comissão na Câmara por faltas sem justificativa

Pedido foi feito por Eduardo Zanatta (PT) e encaminhado ao presidente da Casa, Marcos Kurtz (Podemos), em Balneário Camboriú (SC); Presidência analisa o caso com apoio da Procuradoria Jurídica.

08/07/2026 às 11:06 por Redação Plox

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), de Balneário Camboriú (SC), pode ser destituído da Comissão de Segurança Pública e Defesa do Cidadão da Câmara Municipal por acúmulo de ausências sem justificativa. O pedido foi apresentado pelo presidente do colegiado, Eduardo Zanatta (PT), e encaminhado em 16 de junho ao presidente da Casa, Marcos Kurtz (Podemos).

Jair Renan e Jair Bolsonaro (

Jair Renan e Jair Bolsonaro (

Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Jair Renan participou apenas das três primeiras reuniões da comissão realizadas em 2026. Depois disso, deixou de comparecer a outras nove reuniões do colegiado, sem apresentar justificativa formal.

Regimento prevê destituição por ausências

O pedido de Zanatta se baseia no Regimento Interno da Câmara de Balneário Camboriú. A regra prevê a destituição de integrantes de comissões permanentes que faltarem, sem justificativa prévia e por escrito, a três reuniões consecutivas ou a cinco alternadas.

A assessoria da Câmara informou à Folha que a Presidência recebeu o ofício e analisa o caso com apoio da Procuradoria Jurídica da Casa. Caso a destituição seja confirmada, caberá ao PL indicar outro vereador para ocupar a vaga na comissão.

Comissão é a única ocupada pelo vereador

A Comissão de Segurança Pública é o único colegiado permanente do qual Jair Renan faz parte na Câmara de Balneário Camboriú. A Casa tem 13 comissões permanentes, segundo levantamento citado pela Folha.

O episódio ocorre no momento em que Jair Renan e Eduardo Zanatta são apontados como pré-candidatos a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de outubro. A reportagem da Folha informou que procurou o assessor e o gabinete de Jair Renan, mas não obteve resposta até a publicação do texto.

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