Pesquisa aponta Lula como o mais rejeitado para 2026; 49% dizem não votar “de jeito nenhum”

Levantamento Gerp/Aesp divulgado nesta quarta-feira (8) também indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de primeiro turno, com 36% para cada.

08/07/2026 às 13:57 por Redação Plox

A pesquisa nacional Gerp/Aesp divulgada nesta quarta-feira (8) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o nome com maior rejeição entre os avaliados para a disputa presidencial de 2026. No levantamento, 49% dos entrevistados afirmaram que não votariam no petista “de jeito nenhum”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na sequência, com 40%.

Presidente Lula

Presidente Lula

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Pergunta permitia citar mais de um nome

O índice foi medido em pergunta estimulada e de múltipla escolha. Isso significa que cada eleitor podia apontar mais de um nome em que não votaria, fazendo com que os percentuais ultrapassem 100% na soma geral. Depois de Lula e Flávio, aparecem Michelle Bolsonaro (PL), com 18%; Fernando Haddad (PT), com 16%; Romeu Zema (Novo), Damares Alves (Republicanos) e Aécio Neves (PSDB), todos com 10%; e Astronauta Marcos Pontes (PL), com 9%.

Empate no cenário de primeiro turno

Além da rejeição, o instituto também testou cenários de intenção de voto. Na simulação estimulada de primeiro turno com os principais nomes avaliados, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem com 36% cada, em empate técnico dentro da margem de erro. Ronaldo Caiado (PSD) surge em seguida, com 4%, seguido por Renan Santos e Romeu Zema, ambos com 2%.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores brasileiros aptos a votar em 2026, entre os dias 3 e 7 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Associação Paulista de Rádio e TV, em parceria técnica com o Instituto Gerp, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03067/2026.

O estudo reforça o cenário de polarização ainda distante do período oficial de campanha. Como se trata de pesquisa eleitoral, os resultados retratam o momento da coleta e podem variar conforme novos fatos políticos, alianças e definições partidárias até a eleição.

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