Polícia Civil do RJ faz operação em SP contra suspeitos de golpes em servidores do TCE-RJ

Ação da DRCI cumpre mandados de busca e apreensão contra investigados por estelionato e lavagem de dinheiro; três pessoas foram levadas para depor até a última atualização.

08/07/2026 às 09:02 por Redação Plox

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira (08/07/2026), uma operação em São Paulo para cumprir mandados de busca e apreensão contra investigados por uma sequência de golpes aplicados em servidores ativos e aposentados do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A ação mira suspeitos de estelionato e lavagem de dinheiro.

Polícia Civil do RJ realiza mandado em São Paulo na Operação Acerto de Contas

Polícia Civil do RJ realiza mandado em São Paulo na Operação Acerto de Contas

Foto: Divulgação/PCERJ


Batizada de Operação Acerto de Contas, a ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), especializada em delitos praticados no ambiente digital e com uso de meios eletrônicos. Até a última atualização divulgada pela imprensa, três pessoas foram levadas para prestar depoimento.

Como o golpe funcionava

Fachada da sede do TCE-RJ

Fachada da sede do TCE-RJ

Foto: Reprodução/ TV Globo


De acordo com a investigação, o grupo abordava as vítimas por telefone, aplicativos de mensagens e e-mail, apresentando-se como advogados, servidores públicos ou representantes de órgãos governamentais. A estratégia era convencer os servidores de que haveria valores a receber, como supostos créditos judiciais, gratificações ou benefícios.

Para dar aparência de legitimidade, os suspeitos citavam nomes de profissionais reais e utilizavam uma linguagem semelhante à de procedimentos administrativos e judiciais. Depois, exigiam o pagamento antecipado de “custas”, “taxas” ou “impostos” para liberar o dinheiro prometido — transferências que, em geral, eram feitas por Pix.

Rastreamento de contas e bloqueio de bens

As apurações também apontaram o uso de linhas telefônicas e e-mails criados especificamente para a fraude, além de contas usadas para movimentar os valores obtidos. A DRCI pediu à Justiça medidas como buscas e bloqueio de bens e valores, para identificar integrantes, rastrear o destino do dinheiro e reunir novas provas.

A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil trabalha para esclarecer o alcance do esquema e responsabilizar todos os envolvidos.

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