PF mira retirada ilegal de areia em represa de Uberaba; draga é alvo de mandado

Ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Uberaba (MG) e Aramina (SP) e apura possíveis crimes ambientais e contra a ordem econômica.

08/07/2026 às 11:15 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Areia Negra para apurar suspeitas de extração ilegal de areia na represa de Volta Grande, em Uberaba, no Oeste de Minas. A ação ocorre no âmbito de um inquérito policial e conta com apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente de Uberaba e de equipes da Polícia Militar Ambiental de Franca, em São Paulo.


PF investiga extração ilegal de areia em área de preservação

Foto: Divulgação/PF


Mandados em Minas e São Paulo

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão: um na sede de uma empresa investigada, em Aramina (SP), e outro na draga usada na atividade sob apuração, em Uberaba. A PF também realiza oitivas de testemunhas e investigados durante as diligências.


PF investiga extração ilegal de areia em área de preservação

Foto: Divulgação/PF


Investigação começou em 2024

Segundo a Polícia Federal, o caso começou a ser investigado em setembro de 2024, depois que uma balsa/draga ligada à empresa sediada em Aramina foi identificada retirando areia fora da área autorizada. A extração teria ocorrido em um polígono pertencente a outra mineradora.

A corporação informou que outros sete registros semelhantes foram formalizados até outubro do mesmo ano, o que levou os investigadores a apurarem a possibilidade de prática reiterada de extração mineral irregular. A empresa não teve o nome divulgado no comunicado oficial.

ANM será consultada

A Polícia Federal também informou que fará consulta à Agência Nacional de Mineração (ANM) para verificar a regularidade das autorizações de extração mineral da empresa investigada. A apuração envolve suspeitas relacionadas à retirada de recursos minerais sem autorização e à eventual usurpação de áreas de lavra pertencentes a terceiros.

Conforme a PF, a operação apura crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais e na Lei dos Crimes contra a Ordem Econômica. A corporação destaca que a extração ilegal de areia em cursos d’água pode provocar assoreamento, alteração de ecossistemas aquáticos e impactos sobre fauna e flora locais.

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