PF faz nova busca em casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, diz defesa

Diligência foi autorizada por Alexandre de Moraes e mirou armas, munições, acessórios e documentos; advogado afirma que nenhum armamento foi encontrado.

08/07/2026 às 12:51 por Redação Plox

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma nova busca na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília.

Ex-presidente Jair Bolsonaro •

Ex-presidente Jair Bolsonaro •

Foto: Reprodução

A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tinha como alvo armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro.

A defesa afirma que nenhum armamento foi encontrado no local.

O advogado João Henrique Freitas, que integra a equipe jurídica de Bolsonaro, informou que a operação ocorreu após decisão de Moraes para recolher todas as armas registradas em nome do ex-presidente.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou balanço oficial sobre o cumprimento do mandado.

Divergência sobre armas

A ordem judicial foi expedida depois de inconsistências nas informações sobre a localização dos armamentos.

A defesa havia informado ao STF que parte das armas estava sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, enquanto outras já teriam sido entregues à Polícia Federal.

O Exército, no entanto, comunicou ter localizado seis armas entre as que deveriam estar sob sua guarda.

Entre os armamentos entregues à PF pelo Exército estão pistolas Taurus calibres .380 e .40, um fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, uma pistola Arex calibre 9 mm e uma pistola SIG Sauer calibre 9 mm.

A defesa também sustenta que uma espingarda citada no processo nunca teria sido retirada de uma empresa de artigos bélicos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Origem da decisão

A determinação para recolher o arsenal ocorreu após uma arma registrada em nome de Bolsonaro ser apreendida, em 15 de junho, durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal envolvendo um militar que atuava na segurança do ex-presidente.

Em depoimento, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da arma e afirmou que o equipamento permanecia em sua residência durante a prisão domiciliar.

Na decisão que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, Moraes também determinou a revogação do porte de arma e do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

O ministro apontou que eventual descumprimento das medidas impostas poderia levar à revogação do benefício e ao retorno ao regime fechado.

O caso segue sob análise do Supremo.

A Polícia Federal deve informar ao STF o resultado da nova diligência e a situação dos armamentos ainda não localizados oficialmente.

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